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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores aumentou 13,1% em maio, em relação a abril deste ano, quando o indicador havia caído 11,4%, de acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, divulgado nesta quarta-feira (21).
Em relação aos dados dos primeiros cinco meses de 2006, a alta na inadimplência da pessoa física foi de 16,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com os técnicos da Serasa, apesar da expressiva evolução do crédito, esse aumento da inadimplência é conseqüência dos parcelamentos assumidos no Natal; da grande oferta de crédito, que motiva a contração de dívidas; e dos quatro dias úteis a mais em relação a abril.
Principais responsáveis pela alta no indicador
Os cheques sem fundos e as dívidas com cartões de crédito marcaram a maior representatividade no indicador de inadimplência nacional. Em maio, a participação destas categorias foi de 32,6% do total de vencimentos não pagos.
As dívidas com bancos vieram na seqüência, e ficaram com 31,9% do total. Em maio de 2005, esta parcela era de 29,4%, comprovando que esse índice vem crescendo a cada ano.
Com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em maio de 2006 foi de 2,9%. No mesmo mês de 2005, os protestos tiveram um peso de 2,5%.
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Valor das dívidas
As dívidas com o sistema financeiro apresentaram os maiores valores médios nos cinco primeiros meses do ano: R$ 1.104,76. Na seqüência, aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 771,57.
Finalmente, o valor médio dos cheques sem fundos foi de R$ 569,37, enquanto o registro médio nos outros segmentos, o que inclui o cartão de crédito e as financeiras, foi de R$ 306,79.
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