Publicidade
SÃO PAULO – A taxa de inadimplência do cheque recuou 6,8% em fevereiro último, na comparação com o primeiro mês do ano, mas avançou 12,7% em relação ao mesmo período de 2005, segundo levantamento da Serasa divulgado nesta quarta-feira, dia 22.
De acordo com os dados referentes ao primeiro bimestre de 2006, a alta na inadimplência da pessoa física foi de 13% quando comparada ao mesmo período do ano passado.
Cheques sem fundos se destacam novamente
Os cheques sem fundos continuaram com a maior representatividade no indicador de inadimplência nacional. Em fevereiro, a participação desta categoria foi de 33,4% do total de vencimentos não pagos, percentual ligeiramente superior ao verificado no mesmo mês do ano passado (32,9%).
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Já as dívidas não quitadas com cartões de crédito e financeiras respondem por 32,0% do indicador, uma queda frente a fevereiro de 2005, quando respondiam por 35,4%.
A terceira maior representatividade na inadimplência no segundo mês do ano coube às dívidas com bancos, que ficaram com 31,7% do total. Um ano antes, esta parcela era de 29,0%.
Com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em fevereiro de 2006 foi de 2,9%. No mesmo mês de 2005, os protestos tiveram um peso de 2,7%.
Continua depois da publicidade
Dívidas
As dívidas com o sistema financeiro apresentaram em fevereiro os maiores valores médios entre as diversas modalidades: R$ 1.099,10. Na seqüência, aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 764,46.
Finalmente, o valor médio dos cheques atrasados foi de R$ 543,95 no segundo mês do ano, enquanto o registro médio em outros segmentos, o que inclui o cartão de crédito e as financeiras, foi de R$ 306,60.
Razões da queda
De acordo com os técnicos da Serasa, a queda na inadimplência apontada pelo índice é conseqüência do crescimento do volume de crédito para a pessoa física e da melhoria no mercado de trabalho.
Continua depois da publicidade
Para os especialistas, a expansão do mercado de trabalho e renda tem facilitado o pagamento das dívidas assumidas no final do ano passado. O Serasa destaca, como referência, dado recente do Banco Central, informando que o crédito para a pessoa física cresceu 2,1% entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006.