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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores caiu 11,4% em abril, em relação a março deste ano, quando o indicador havia subido expressivos 35,1%, de acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, divulgado nesta quarta-feira (24).
Em relação aos dados do primeiro quadrimestre de 2006, a alta na inadimplência da pessoa física foi de 15,2% na comparação com os quatro primeiros meses do ano passado.
De acordo com os técnicos da Serasa, apesar da expressiva evolução do crédito, essa queda da inadimplência, apontada pelo índice, é conseqüência da quitação de dívidas típicas do começo de ano, como os parcelamentos assumidos no Natal, a concentração de impostos e despesas características do período e dos gastos das férias e do Carnaval.
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Cheques sem fundos lideram o ranking
Os cheques sem fundos continuaram com a maior representatividade no indicador de inadimplência nacional. Em abril, a participação desta categoria foi de 33% do total de vencimentos não pagos, percentual ligeiramente superior ao verificado no mesmo mês de 2005 (32,7%).
Já as dívidas com cartões de crédito e financeiras ficaram com o segundo lugar no ranking, respondendo por 32,2% do indicador, o que representa uma queda frente a abril do ano passado, quando respondiam por 35,6%.
A terceira maior representatividade na inadimplência no quarto mês do ano coube às dívidas com bancos, que ficaram com 31,9% do total. Em abril de 2005, esta parcela era de 29,1%, comprovando que, segundo a Serasa, o referido índice vem crescendo a cada ano.
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Com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em abril de 2006 foi de 3,0%. No mesmo mês de 2005, os protestos tiveram um peso de 2,5%.
Valor das dívidas
As dívidas com o sistema financeiro apresentaram os maiores valores médios nos quatro primeiros meses do ano: R$ 1.093,86. Na seqüência, aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 762,10.
Finalmente, o valor médio dos cheques sem fundos foi de R$ 559,35, enquanto o registro médio nos outros segmentos, o que inclui o cartão de crédito e as financeiras, foi de R$ 303,37.