Serasa: inadimplência do consumidor aumenta 10,4% no ano

Alta foi verificada na comparação dos primeiros seis meses de 2008 e 2009; na relação mensal, houve queda de 2,1%

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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos brasileiros registrou alta de 10,4% entre janeiro e junho deste ano, frente ao mesmo período do ano passado, revela o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, divulgado nesta quinta-feira (16).

Na comparação anual, entre junho de 2008 e 2009, o levantamento aponta mais uma alta no número de inadimplentes, de 11%. Com relação ao mês imediatamente anterior, o índice de inadimplência em junho apresentou decréscimo de 2,1%.

De acordo com os técnicos da Serasa Experian, os aumentos são menores que os observados nos períodos anteriores, o que aponta que a inadimplência do consumidor está crescendo em menor ritmo nesse início de 2009. Os técnicos ressaltam, ainda, que o crescimento no segundo trimestre do ano, em relação ao segundo trimestre de 2008, foi de 9,4%, estabilizando-se em relação ao último trimestre do ano passado.

A entidade também ressalta que o crescimento foi mais intenso no primeiro trimestre (11,4%), ainda refletindo a crise econômica.

Tipos de dívidas

Analisando os seis primeiros meses deste ano, mais uma vez, as dívidas com os bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: a participação desta categoria foi de 43,9% do total de vencimentos não pagos. No mesmo período do ano passado, este percentual era de 43,2%.

Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 36,8% de participação, 4,8 pontos percentuais a mais do que os 32% registrados nos primeiros seis meses de 2008.

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Cheques sem fundos e protestos

Os cheques sem fundos, por sua vez, ficaram em terceiro lugar na representatividade das dívidas, com 17,5% do total, índice menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior (+22,5%).

Por último, e com menor impacto no indicador no período analisado, aparecem os títulos protestados, cuja proporção foi de 1,9%, inferior ao mesmo período do ano passado, quando o percentual registrado foi de 2,3%.