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SÃO PAULO – De acordo com um levantamento da Serasa, divulgado nesta quarta-feira (21), o volume de cheques devolvidos caiu 4% em fevereiro, frente ao mesmo mês do ano passado. Já na comparação com janeiro deste ano, houve aumento de 2,7%.
2,7 milhões de cheques sem fundos
Ainda segundo o estudo, no segundo mês do ano foram compensados 121,1 milhões de cheques em todo o País, dos quais 2,3 milhões foram devolvidos duas vezes por falta de fundos. Com isto, o índice de inadimplência ficou em 19,3 cheques devolvidos a cada mil compensados.
Um mês antes, a taxa foi de 18,8 devoluções por mil compensações, uma vez que houve 2,7 milhões de cheques sem fundos, num universo de 142 milhões de folhas compensadas. Em fevereiro de 2006, o índice atingiu 20,1 a cada mil, pois 2,5 milhões de cheques foram devolvidos e 124,1 milhões compensados.
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Análise regional
Considerando o índice de cheques devolvidos em cada região do País em fevereiro, nota-se que o Norte e o Nordeste foram os recordistas, com 42,6 e 27,5 cheques sem fundos a cada mil compensados, respectivamente. Na seqüência, vêm o Centro-Oeste (23,4), o Sul (18,3) e o Sudeste (17).
Entre os estados, Amapá, com 99,3 cheques devolvidos a cada mil compensados, e Roraima, com 90,1, aparecem nas primeiras posições do ranking. Por outro lado, Pernambuco (16,3) e São Paulo (16) ocupam as últimas colocações.
Acumulado do ano
Levando-se em consideração o acumulado dos dois primeiros meses de 2007, a Serasa aponta que já foram compensados 263 milhões de cheques, dos quais 5 milhões acabaram voltando por insuficiência de fundos. No total, foram 19 devoluções a cada mil compensações.
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No mesmo período do ano passado, 291 milhões de cheques haviam sido compensados e 5,5 milhões deles foram devolvidos (19,5 devoluções por mil compensações), o que representa uma queda de 2,6% no volume de cheques sem fundos.
Crescimento da renda
De acordo com os técnicos da Serasa, a queda no volume de cheques devolvidos é resultado do crescimento da massa salarial, sustentado pelo baixo índice de inflação. O aumento no número de vagas formais também foi apontado como causa.
Por outro lado, o alongamento dos prazos praticados pelo comércio varejista no final de 2006, aliado às despesas extras de começo de ano, resultou no aumento verificado na comparação com janeiro.