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SÃO PAULO – Confirmando a tendência registrada nos últimos meses, de que a inadimplência dá mostras de queda nos últimos meses, a Serasa divulgou nesta terça-feira que o volume de cheques devolvidos caiu em setembro. A pesquisa conduzida pela Serasa engloba todo o território nacional e apontou uma queda de 5,5% no número de cheques devolvidos por cada mil cheques compensados durante o mês de setembro, na comparação com o registrado em agosto.
Volume de cheques devolvidos cai para 1,2%
Segundo o levantamento do Serasa para o mês de setembro, de cada mil cheques compensados apenas 12 foram devolvidos, o que corresponde a 1,2% do total. No mês de agosto esta proporção era um pouco maior de 12,7 cheques por cada mil compensados, ou uma relação de 1,27%. Em setembro do ano passado, a situação era ainda pior, com 13,7 devolvidos no total de mil, ou cerca de 1,37%.
A queda de 5,5% registrada em setembro é obtida através da comparação do número total de cheques devolvidos para cada mil, que caiu de 12,7 em agosto para 12,0 em setembro. Em relação a setembro de 2001, quando as devoluções bateram 13,7, a queda é ainda maior, de 12,4%.
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No acumulado do ano situação ainda é ruim
Se considerarmos o número de cheques devolvidos acumulado nos primeiros nove meses de 2002, pode-se constatar que de cada mil cheques compensados foram devolvidos 14, contra apenas 12,9 registrados no mesmo período em 2001. Diante disto, o número de cheques devolvidos aumentou 8,5%, o que sugere que apesar da melhora nos últimos meses, no ano a situação ainda está longe de ter melhorado.
Esta tendência reflete o fato de que no primeiro trimestre de 2001 as taxas de juros ainda estavam relativamente baixas, o que contribuiu para o menor índice de devolução dos cheques. Contudo, à medida que o dólar subiu em resposta à crise de energia e à deterioração da situação na Argentina, forçando o Banco Central a subir os juros, o número de devoluções aumentou.
Nos últimos meses a devolução de cheques caiu em resposta à maior cautela do consumidor, que diante do aumento das incertezas político-econômicas, tornou-se mais seletivo na hora das compras, evitando contrair novas dívidas. A isto deve-se juntar o fato de que os próprios comerciantes tornaram-se mais rigorosos ao aceitar os cheques, utilizando de forma mais intensa os serviços de proteção ao crédito, o que também contribuiu para a queda das devoluções.