Serasa: cheques sem fundos “puxam” inadimplência dos consumidores em agosto

Indicador das pessoas físicas registrou elevação de 4,7% no mês passado, após duas ocorrências de queda seguidas

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SÃO PAULO – Após queda por dois meses seguidos, a inadimplência dos consumidores voltou a subir em agosto: 4,7% na comparação com julho, mês em que o indicador havia recuado 3,7% em relação a junho.

Na comparação com o mesmo período de 2004 o quadro é ainda mais preocupante, uma vez que a inadimplência dos consumidores cresceu nada menos que 20,3%. O desempenho se repete quando considerado os oito meses iniciais de 2005, com alta acumulada de 13,8% sobre o ano anterior.

Os dados fazem parte do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, divulgado pela empresa nesta quinta-feira (29).

Mais dívidas com expansão do crédito ao consumo

De acordo com os organizadores da sondagem, a elevação da inadimplência em agosto se deveu ao aumento do nível de endividamento dos consumidores decorrente da expansão do crédito às pessoas físicas e crescimento dos financiamentos de bens duráveis nas redes varejistas.

E a ampliação da oferta de crédito não deve perder fôlego nos próximos meses, conforme acredita a Serasa, por dois motivos: a massa salarial dos trabalhadores tem crescido e os juros devem sofrer novas quedas.

Cheques sem fundos têm maior peso no indicador

Os cheques sem fundos continuaram com a maior representatividade no índice de inadimplência nacional. Em agosto, a participação desta categoria foi de 36,7% do total de vencimentos não pagos, contra os 34,9% registrados no mesmo mês do ano passado.

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Já as dívidas não quitadas com cartões de crédito e financeiras, que foram mais recorrentes que os cheques sem fundos no começo de ano, perderam peso na composição do índice e caíram para a segunda colocação, respondendo por 33,5% do indicador, contra 34% em 2004.

A terceira maior representatividade na inadimplência no oitavo mês do ano coube às dívidas junto a bancos, que ficaram com 27,6% do total. Um ano antes, esta parcela era de 29,5%. Com menor impacto no indicador aparecem os títulos protestados, com 1,8% das dívidas não pagas, contra 1,6% em 2004.

Dívidas mais recorrentes possuem valores mais baixos

O estudo da Serasa mostra também que as dívidas com bancos apresentam os maiores valores médios entre as modalidades de inadimplência: R$ 1.033,54. Na seqüência aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 741,80.

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Em contrapartida, as formas mais freqüentes de inadimplência registram montantes menores de dívidas, com R$ 530,12 para cheques sem fundos e R$ 261,02 para dívidas com financeiras e administradoras de cartões de crédito.