Serasa aponta volume recorde de cheques sem fundos até agosto

De janeiro a agosto, o estudo apontou a devolução de 15,9 cheques por mil compensados, maior volume desde 1991

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SÃO PAULO – O volume de cheques devolvidos por insuficiência de fundos, por grupo de mil compensados, registrou queda de 7,7% no mês de agosto em relação a julho. Os dados fazem parte do levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Serasa, empresa de informações e análises econômico financeiras para decisões de crédito e negócio.

Cheques sem fundo em agosto ficaram abaixo da média

De acordo com a pesquisa, em agosto foram devolvidos 15,5 cheques para cada grupo de mil compensados, somando um total de 2,7 milhões de devoluções registradas no mês passado. Em julho, foram devolvidos 16,8 cheques sem fundos para cada grupo de mil.

No ano, o volume de cheques devolvidos por falta de fundos subiu 22% na comparação entre agosto de 2003 e 2002, já que em agosto do ano passado as devoluções atingiam 12,7 cheques a cada mil compensados.

A média de devoluções verificada no primeiro semestre deste ano ficou em 15,7 cheques sem fundos para cada mil compensados. Sendo assim, as devoluções apuradas em agosto ficaram ligeiramente abaixo da média do período.

Devoluções até agosto batem recorde

No acumulado dos oito meses do ano a inadimplência também se manteve em alta em relação com igual período verificado no ano passado. O estudo da Serasa mostra o aumento de 12% no volume de cheques sem fundos no período.

De janeiro a agosto deste ano o estudo apontou a devolução de 15,9 cheques por mil compensados. No mesmo período em 2002, eram devolvidos 14,2 cheques por grupo de mil. O estudo destacou ainda que este número acumulado até agosto (15,9) é o maior apurado desde 1991, quando o índice foi criado.

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Segundo os técnicos da Serasa, os dados de agosto não indicam tendência para os próximos meses. Para eles é provável que a devolução de cheques por falta de fundos registre
indicadores iguais ou menores que o do mês passado até o final do ano. Isto deve acontecer em razão da atividade econômica reduzida, que reflete no menor volume de transações, além de o consumidor também estar mais cauteloso ao assumir novos compromissos financeiros.