Serasa aponta queda no volume de inadimplência em todo o país

Mesmo no Sudeste que teve o pior desempenho a inadimplência recuou forte; região Sul teve a maior queda do país

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SÃO PAULO – Levantamento da Serasa mostrou queda da inadimplência no que se refere a títulos protestados, tanto de pessoa física como de empresas, em todas as cinco regiões do país no mês de janeiro de 2003 frente ao mesmo período no ano passado.

A maior queda foi registrada na região Sul, seguida pelas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Norte e Sudeste.

Queda no Sul foi de 45,5% entre empresas

Na região Sul a queda no volume de títulos protestados foi de 22% no caso de pessoas físicas, com o registro de 36 mil títulos protestados; já no caso das empresas o recuo no volume de títulos foi de 45,5%, o que corresponde a 75 mil protestos.

A região Nordeste ficou com a segunda colocação ao apresentar uma queda de 33,9% no volume de inadimplência das empresas em janeiro desse ano, ou 47 mil títulos. Já no caso das pessoas físicas, o recuo na inadimplência no mesmo período foi de 19,7%, o que corresponde a 16 mil títulos protestados.

Queda no Sudeste também foi grande

Por sua vez, a região Centro-Oeste apresentou queda na inadimplência de 33,9% no âmbito das pessoas jurídicas, enquanto no que se refere às pessoas físicas, a Serasa constatou queda de 21,2% na inadimplência no período de janeiro 2003/2002. Já na região Norte do país houve redução de 29,2% com relação aos protestos de empresas, contra 22,2% do segmento pessoa física.

Finalmente, a região Sudeste apresentou uma redução menor no total do volume de títulos protestados por pessoa jurídica, cuja queda na inadimplência ficou em 33%, enquanto no âmbito dos consumidores, ou pessoas físicas, a redução da inadimplência foi de 17,7%.

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Recursos do FGTS auxiliaram no recuo da inadimplência

Segundo a Serasa, entre as pessoas físicas o recuo da inadimplência de deve principalmente à liberação dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores com direito ao recebimento dos créditos complementares referentes às perdas dos planos econômicos Verão e Collor I. Os consumidores estariam utilizando o dinheiro extra para o pagamento de dívidas.

Além disto, as empresas estão evitando aumentar seu endividamento, sobretudo por conta da forte variação do dólar nos últimos tempos, além da elevação da taxa básica de juros e a menor atividade econômica em 2002, uma vez que a demanda por crédito foi reduzida no ano passado, o que acabou contribuindo para o recuo da inadimplência.