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SÃO PAULO – Foi menor o volume de cheques devolvidos por insuficiência de fundos no mês de setembro em relação a agosto. A constatação é da Serasa, que divulgou nesta quinta-feira seu estudo nacional realizado mensalmente sobre a inadimplência medida pelo número de cheques devolvidos em relação ao total de compensados. É a segunda queda consecutiva na relação mensal.
Calote aumenta 22,5% em relação a 2002
Em setembro, segundo a pesquisa, a taxa de devolução de cheques foi 5,2% menor do que aquele verificado no mês anterior. No mês passado, foram devolvidos 14,7 cheques por grupo de mil compensados. Em agosto, as devoluções chegaram a 15,5 cheques por cada grupo de mil.
Já na relação anual, isto é, confrontando os dados de setembro de 2003 com setembro de 2002, a pesquisa apontou expressiva alta de 22,5% na taxa de devolução de cheques no período. Em setembro do ano passado foi registrada a devolução de 12 cheques a cada grupo de mil compensados.
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Recorde no acumulado do ano
No que se refere ao período acumulado de janeiro a setembro, o estudo apontou alta de 12,1% na taxa de devolução de cheques em relação ao mesmo período verificado no ano anterior. De acordo com a pesquisa, as devoluções apuradas no acumulado do ano são as maiores já registradas no período desde que o índice foi lançado, em 1991.
Enquanto entre janeiro e setembro deste ano as devoluções ficaram em 15,7 cheques sem fundos para cada grupo de mil compensados, no mesmo período em 2002 as devoluções eram de 14 cheques por grupo de mil.
Serasa não indica tendência de recuo da inadimplência
Segundo a Serasa, apenas dos sucessivos recuos da taxa de devolução de cheques não se pode afirmar uma tendência para a queda da inadimplência nessa modalidade até o final do ano. Acontece que a média de devoluções no terceiro trimestre do ano ficou em 15,7 cheques por cada grupo de mil, a mesma média verificada no primeiro semestre do ano.
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Os números indicam, portanto, que as quedas registradas nos últimos meses não foram suficientes para reverter a expressiva alta da inadimplência de cheques medida nos primeiros seis meses do ano.
Ainda de acordo com a Serasa, no último trimestre do ano os cheques devem apresentar uma devolução que varie levemente para cima ou para baixo, mantendo basicamente o mesmo patamar de devoluções de setembro, o que pode contribuir para a redução da taxa de devolução média no segundo semestre do ano em relação ao semestre anterior.
A entidade acredita que “não há perspectiva de fatos conjunturais que elevem a inadimplência de forma sustentada”. Além disto, a retomada da atividade econômica e as sucessivas quedas na taxa de juro básica da economia, a Selic, tendem a influenciar de forma positiva a redução da taxa de devolução de cheques até o encerramento do ano.