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SÃO PAULO – Contrariando comportamento do início do ano, o índice de inadimplência dos consumidores brasileiros subiu 24,5% em março, na comparação com fevereiro, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (02) pela Serasa.
Considerando-se os ajustes sazonais, o aumento mensal da inadimplência fica em 6,8%. Já o resultado apurado no primeiro trimestre do ano está 11,6% acima do observado em 2004, embora tenha caído 1,2% ante os números dos três meses anteriores.
Segundo os organizadores do estudo, a elevação da inadimplência no terceiro mês de 2005 é conseqüência das maiores despesas verificadas neste período do ano, seja com o pagamento de impostos, despesas escolares ou mesmo com os vencimentos das compras do Natal.
Além disso, o relatório da Serasa aponta também como causa da crescente inadimplência o encarecimento, acima do esperado, de itens de consumo essencial, como alguns alimentos e tarifas de transporte.
Cartões de crédito lideram inadimplência
As dívidas não pagas às financeiras e administradoras de cartões de crédito mantiveram a maior representatividade no índice de inadimplência nacional, liderança alcançada em janeiro. Em março, a participação desta categoria foi de 35,0% do total de vencimentos não pagos, contra os 33,3% registrados no mesmo mês do ano passado.
Já os cheques sem fundos, tradicionais líderes da inadimplência, perderam peso na composição do índice e caíram para a segunda colocação, passando de 36,0%, em 2004, para 34,0% este ano.
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A terceira maior representatividade na inadimplência em março coube às dívidas junto a bancos, que ficaram com 29,0% do total. Um ano antes, esta parcela era de 29,2%. Com menor impacto no indicador aparecem os títulos protestados, que mantêm uma participação de 2% há três anos.
Dívidas com bancos são as mais altas
O estudo da Serasa mostra também que as dívidas com bancos apresentam os maiores valores médios entre as modalidades de inadimplência: R$ 1.056,82. Na seqüência aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 669,57.
Em contrapartida, as formas mais freqüentes de inadimplência registram montantes menores de dívidas, com R$ 501,80 para cheques sem fundos e R$ 248,22 para dívidas com financeiras e administradoras de cartões de crédito.