Serasa aponta aumento de 5,6% da inadimplência total no ano até novembro

Apesar da alta da inadimplência, caiu o ritmo de crescimento dos calotes já que entre 2002 e 2001 a elevação havia sido de 20,6%

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SÃO PAULO – De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência, divulgado nesta quinta-feira, dia 18 de dezembro, houve aumento da indimplência entre os consumidores e empresas da ordem de 5,6% entre janeiro e novembro deste ano, frente ao mesmo período de 2002. Do mesmo modo, houve um aumento de 20,6% em 2002 sobre o mesmo período de 2001.

Apesar disto, houve queda no ritmo de crescimento, na comparação de janeiro a novembro de 2003 e 2002, em relação ao verificado no mesmo período entre 2002 e 2001. No entanto, espera-se um aumento da inadimplência do primeiro quadrimestre de 2004, devido ao alongamento de prazos do crédito no final de 2003.

Cheques sem fundo em torno de R$ 693

A representatividade dos cheques sem fundo na inadimplência total apresentou diminuição, passando de 38%, em novembro de 2002, para 36% no mesmo mês deste ano. Isto mostra uma queda na participação em relação aos anos anteriores, visto que, em 2001, a participação dos cheques devolvidos foi de 42%.

Já os cartões de crédito e financeiras apresentaram, em novembro deste ano, uma participação de 31%; sendo que no mesmo mês do ano passado esta foi de 30%, e em novembro de 2001 a representatividade foi de 27%.

Com a terceira maior participação no indicador, os registros no sistema financeiro, os bancos, apresentaram participação de 26% em novembro deste ano, frente aos 25% do mesmo mês do ano passado e aos 23% em novembro de 2001. Com menor participação, mantiveram-se os títulos protestados, com 7% em 2003, mesma variação apresentada em 2002 e 8% em novembro de 2001.

O estudo indicou, ainda, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundo em novembro deste ano, que foi de R$ 693,00; de títulos protestados, de R$ 942,00; de registros em bancos, R$1.951,00; e de registros em outros segmentos (cartões de crédito e financeiras), de R$ 322,00.

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Inadimplência para o consumidor e a empresa

Para o consumidor, o desemprego, a queda da renda, os juros elevados e o aumento de tarifas públicas e impostos foram fatores que determinaram a menor renda disponível, dificultando o pagamento de compromissos assumidos anteriormente.

Já a inadimplência das empresas, que obteve aumento ao longo do ano, ao contrário da dos consumidores, teve como fatores os juros reais elevados e a baixa atividade econômica, sendo as micro, pequenas e médias empresas as que apresentaram a maior dificuldade em honrar seus compromissos.