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SÃO PAULO – Os empresários brasileiros não estão otimistas em relação à inadimplência de seus clientes. A maioria deles (56%), espera que a inadimplência cresça no semestre e 53%, durante o ano. Porém, quando questionados sobre a inadimplência no seu próprio negócio, a maioria (57%) acredita em estabilidade.
Entre as instituições financeiras e o comércio, no entanto, esta percepção é mais acentuada. No semestre, 60% destes acreditam em inadimplência e no ano, o percentual sobe para 63%.
Os dados fazem parte da pesquisa Perspectiva Empresarial, feita trimestralmente pela Serasa e divulgada nesta segunda-feira (10). O levantamento ouviu 960 empresas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras de todo o país.
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Regiões do País
Das regiões brasileiras, o Centro-Oeste e o Sul são os menos otimistas. No Centro-Oeste, 68% dos pesquisados acreditam em alta da inadimplência no semestre e 59% a esperam para todo o ano.
A região Norte (50% e 45%) aposta menos na inadimplência que a Grande São Paulo (45% e 41%), mas perde para o interior deste Estado (59% em ambos períodos analisados).
Já entre os que apostam na estabilidade da inadimplência no final do ano, destaque para o setor de serviços (66%), as empresas de grande porte (62%), a região Sudeste, Grande São Paulo (70%), Rio de Janeiro (63%), Minas Gerais e Espírito Santo. Os menos otimistas neste quesito são as regiões Centro-Oeste e Sul.
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A região norte é a menos otimista em relação ao crescimento do crédito e aposta em estabilidade até o final do ano. Já as regiões Centro-Oeste, Sul e o Rio de Janeiro têm a expectativa de que isto ocorra somente a partir do final do 1º semestre.
Aumento do crédito
Para 54% dos pesquisados, o crédito deve crescer mais fortemente para o 2º semestre. A maioria (73%), aposta em crescimento da oferta de crédito para pessoa física e 55% para a pessoa jurídica, no final do 1º semestre.
O crescimento do crédito esperado para o fechamento do ano de 2006 é de 65% para a pessoa física e 52% para a jurídica.
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Formas de pagamento
Com relação à composição das formas de pagamento, o levantamento prevê que as vendas à vista e à prazo não devem alterar a proporção no semestre, variando em torno de 1 ponto percentual.
O comércio, por exemplo, segue a razão 30% de vendas à vista e 70% à prazo. Na indústria, a proporção deve ficar em 18% e 82%, respectivamente.