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Seguros: só 15% dos pertencentes às classes A e B possuem proteção residencial

Além disso, entre os que gostariam de ter seguro para a casa, 81,5% têm renda familiar de até 10 salários mínimos

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SÃO PAULO – Levantamento realizado pelo Instituto Data Popular a pedido da Aon Affinity Brasil aponta que 15,1% das pessoas da classe A e 15,9% da classe B declararam possuir seguro residencial.

Já entre os entrevistados da classe C, o índice é de 10,7%. Além disso, o estudo aponta que, entre os indivíduos que gostariam de ter seguro para a casa, 81,5% têm renda familiar de até 10 salários mínimos.

Seguro de vida

Ainda de acordo com a pesquisa, entre os entrevistados pertencentes à classe A, 54,7% declararam possuir seguro de vida, contra 36,8% na classe B, 26,6% na classe C e 17,9% nas classes D e E.

No entanto, os números relativos a seguro de vida mostram que 72% do mercado potencial desta modalidade estão na baixa renda, que já detém mais apólices do que a alta renda – 60,3% dos entrevistados que já possuem seguro de vida são das classes C, D e E.

“Este interesse representa o desejo do consumidor de baixa renda de proporcionar segurança para sua família. Já se foi o tempo que seguro era coisa para rico”, explica o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles.

Prevenção

Conforme observa Meirelles, grande parte da população das classes mais baixas é formada por trabalhadores que não têm carteira assinada ou trabalham de maneira autônoma, situações que não oferecem muita segurança financeira.

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Tanto que, de acordo com os entrevistados, o que motiva a aquisição de seguros é a antecipação de algum imprevisto: quem possui alguma cobertura é visto como prevenido por 67,5%.

“Outro aspecto interessante é sobre a clareza do serviço. Quanto mais claro o benefício do produto, mais estão dispostos a pagar por ele. Por isso, é importante uma linguagem simples e direta na comunicação para este público”, declara o sócio-diretor do Data Popular.

Neste sentido, o CEO da Aon Affinity Brasil, José Macedo, afirma que o desafio está em criar produtos de baixo custo, com cobertura adequada à realidade da maioria da população brasileira.

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Vendas

Os entrevistados ainda apontaram que, no momento da compra do serviço, buscam um meio que transmita solidez e não necessariamente um histórico na venda de seguros.

Esta percepção aponta para um dos principais desafios do mercado de seguros populares: tornar os canais de vendas alternativos, como concessionárias de energia, telefonia e redes de varejo, uma opção tão sólida quanto as convencionais.