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SÃO PAULO – Você decidiu contratar um seguro de vida e percebeu que existe no mercado uma série de planos voltados ao público feminino. Como não poderia deixar de ser, passou a se questionar: qual a vantagem em contratar estes planos?
De acordo com uma pesquisa realizada pela PRO TESTE, a partir da análise de nove contratos, a opção por um seguro específico para mulheres é a melhor alternativa quando há propensão a doenças graves.
O caso mais comum é o de câncer. Um seguro de vida oferece as coberturas básicas por morte e invalidez por acidente ou doença para qualquer pessoa. Já os planos especiais costumam oferecer coberturas para câncer exclusivos entre as mulheres, o que já vale a pena, ainda que o valor desembolsado por mês seja um pouco mais caro.
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Cobertura deve ser a grande preocupação
Mas é preciso atenção à cobertura oferecida por cada empresa. Itauvida e Bradesco, por exemplo, não oferecem cobertura por invalidez por acidente, enquanto a Mongeral cobre invalidez total por doença ou não cobre parcial por acidente.
Sobre a cobertura de câncer, o Banco do Brasil, Mapfre e Itauvida cobrem câncer de mama e colo de útero, enquanto a Mongeral não cobre nem os cânceres que afetam as mulheres, o que torna o plano totalmente descartável para este público, embora a empresa afirme que seu preço é um forte diferencial no segmento.
A pesquisa aponta o Real, Viva Mulher Itaú e Porto Seguro como os mais completos, pois cobrem todos os diagnósticos de câncer no pacote básico, sendo que os dois primeiros ainda incluem doenças do coração, transplantes de órgãos, aids, insuficiência renal crônica entre outras.
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Falhas
Ao contrário do que muitos pensam, nenhum plano cobre a osteoporose, problema comum entre as mulheres. Segundo a PRO TESTE, ainda que encareça o custo do seguro, esta é uma cobertura que deveria ser oferecida.
Outro diferencial encontrado em outros países, e que não foi encontrado em qualquer lugar por aqui, diz respeito a coberturas especiais como infertilidade feminina, nascimento de criança com deficiência e cirurgia plástica reconstrutiva em caso de acidente.
A entidade de defesa do consumidor encontrou ainda a falta de regulamentação para o tipo de cobertura que deve ser oferecida ou o valor de indenização no seguro de vida para mulheres. Por esta razão, a PRO TESTE informa que já está pedindo esclarecimentos sobre a falha para a Susep (Superintendência de Seguros Privados).
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Por fim, para atrair o público feminino, os planos oferecem serviços extras, que não são essenciais ao seguro, como assistência em viagem, descontos em produtos e serviços de beleza, chaveiro, babá, entre outros.
Estes benefícios não são a melhor opção e nem fator determinante para a escolha do seguro. Além disto, eles podem apresentar exclusões, como limitação do local e de quantidade ao direito de uso. O ideal é ter acesso às informações de cobertura antes de contratar, sem pensar especialmente na questão financeira, pois é de saúde que estamos falando!