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Seguros: motoboys contam com apólice específica

Seguro oferece cobertura em casos de morte por acidente ou invalidez permanente; apólices são de, respectivamente, R$ 20 mil e R$ 10 mil

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SÃO PAULO – Os seguros de vida têm se tornado cada vez mais abrangentes. As coberturas são mais específicas e envolvem riscos mais elevados. Como já vinha sendo esperado há algum tempo, agora os motoboys paulistas podem contar com cobertura em casos de acidentes.

Qualquer motoboy tem acesso ao seguro

A apólice específica para a categoria é oferecida pela American Life em parceria com o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp). A cobertura nestes casos em especial é oferecida em casos de morte por acidente ou para invalidez permanente, os riscos mais freqüentes na rotina de um motoboy. Os valores das apólices são, respectivamente, de R$ 20 mil e R$ 10 mil.

O interessante é que o seguro pode ser adquirido tanto por funcionários de empresas de motofrete como por motoboys autônomos, que são aqueles que trabalham como entregadores de pizza ou cobram por serviços esporádicos.

A vantagem para os funcionários de empresas é que eles não pagarão nada pelo seguro no caso de a mesma ser associada ao Setcesp. O custo neste caso é relativamente pequeno, no mínimo R$ 8,50 por mês. Se não forem contratados por empresas filiadas ao sindicato, o custo sobre para R$ 15.

No caso dos motoboys autônomos, o seguro terá dois preços: R$ 17 para os totalmente autônomos e R$ 10,50 para os autônomos que trabalham para empresas filiadas ao sindicato. Vale dizer que nos demais casos que apresentamos, cabe ao motoboy e à empresa combinarem quem será o responsável pelo pagamento do seguro.

Discussão antiga

Lançado há pouco mais de dois meses, cerca de 250 funcionários de empresas de motofrete já contam com o seguro para motoboys. Em um primeiro momento, houve bastante resistência por parte das seguradoras em assumir o risco apresentado pelos motoboys.

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Entretanto, de acordo com o diretor especialista em transportes por motocicletas do Setcesp, José Aparecido dos Santos, existe uma crença de que os motoboys se envolvem em acidentes de trânsito com muita freqüência, o que na verdade não acontece com tanta intensidade, principalmente em se tratando de motociclistas profissionais.

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