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Seguros de vida avançam e ficam com segundo lugar no ranking do setor

Com prêmios de R$ 7,157 bilhões e cerca de 30% do mercado, os seguros de vida devem superar os de automóveis em 2003

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SÃO PAULO – A maior preocupação do brasileiro com o futuro, e com o planejamento de suas finanças, favoreceu o crescimento das vendas dos seguros de vida. Com o lançamento dos novos VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre), em março do ano passado, o segmento acabou conseguindo fechar o ano de 2002 com a segunda colocação em termos de vendas no mercado de seguros nacional.

Crescimento de 67,03%

Com base em dados divulgados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), o segmento vida registrou prêmios de R$ 7,157 bilhões em 2002, um crescimento de 67,03% em relação aos R$ 4,284 bilhões apurados no mesmo período do ano anterior.

Este desempenho só foi possível graças ao sucesso de vendas dos VGBLs, que sozinhos responderam por receitas de R$ 2,457 bilhões, o que equivale a cerca de 35,5% do faturamento total do segmento vida. Nos VGBL os investidores podem, ou não, optar pela contratação de cobertura por morte e invalidez, e é por isto, que são classificados como seguros de vida e não planos de previdência. Dados da própria Susep estimam que cerca de 50% das pessoas que contratam um VGBL optam por este tipo de cobertura.

Somente no último mês do ano passado, as vendas com VGBLs alcançaram a marca de R$ 594,5 milhões, cerca de 74% acima da média de faturamento registrada nos três meses anteriores, que foi de R$ 316 milhões. Vale ressaltar que as vendas de dezembro acabaram concentradas junto a duas instituições, Bradesco (R$ 322,9 milhões) e Itaú (R$ 155,6 milhões), que responderam sozinhas por mais de 80% do faturamento do mês de dezembro.

Liderança em 2003

Alguns especialistas do setor já acreditam que os seguros de vida podem fechar o ano de 2003, com a liderança do mercado. Isto porque, os seguros de automóveis, que atualmente ocupam a liderança do ranking, têm registrado um fraco crescimento de vendas.

Em 2002, as vendas de seguros de automóveis ficaram em R$ 8,179 bilhões, o que representa um crescimento de apenas 3,08% em relação às vendas do ano anterior, que foram de R$ 7,935 bilhões. O fraco desempenho dos seguros de automóveis refletem, em parte, a queda de 6,67% no ano passado, com base em dados da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores).

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Se esta tendência se mantiver durante o ano de 2003, com os seguros de vida crescendo a uma taxa de mais de 20% e os seguros de automóveis crescendo a uma taxa de 7%, então no final do ano, a liderança será dos seguros de vida. Atualmente, os seguros de automóvel e de vida respondem, respectivamente, por 33,99% e 29,75% do faturamento total do setor.

Em 2002, a Susep estima que o faturamento total do setor de seguros no país tenha sido de R$ 24,061 bilhões, o que representa uma retração de 0,94% nas vendas em relação a 2001. Como lembra o superintende da Susep, Hélio Portocarrero, não é de se surpreender que os seguros de vida venham a superar os de automóvel no país, pois na maioria dos países os seguros de vida lideram o ranking de vendas do setor.