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Seguros de autos devem perder liderança em 2003

Susep estima que ramo vida deva crescer 51,3%, passando a responder por 39,5% das receitas do mercado frente a 28,9% dos automóveis

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SÃO PAULO – Depois de anunciar que estima um crescimento de cerca 15% no faturamento do setor de seguros neste ano, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) confirmou que espera que os seguros de vida assumam a liderança no ranking do setor.

Na semana passada a Susep anunciou que, com base no último relatório do Banco Central, contendo as projeções de que o IPCA deve ficar em 11,84% e que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) será de 2%, espera que o faturamento do setor atinja R$ 27,426 bilhões.

VGBLs devem faturar R$ 3,9 bilhões

A Susep acredita que o segmento de seguros de autos deve fechar o ano com um faturamento de R$ 7,9 bilhões. Já o ramo vida, depois de crescer cerca de 67% no ano passado, deve crescer cerca de 51,3% neste ano, ao atingir um faturamento de R$ 10,8 bilhões.

Com isto, o faturamento do segmento vida ficaria cerca de 37% acima do registrado pelo ramo de autos, o equivalente a R$ 2,9 bilhões. Do faturamento total do ramo vida, cerca de 36,11% devem ser obtidos através das vendas de VGBLs, cujo faturamento esperado para 2003 é de R$ 3,9 bilhões.

Caso o faturamento dos VGBLs fosse excluído do faturamento do segmento vida, este registraria uma queda de 36% para R$ 6,9 bilhões, ou cerca de 12,6% abaixo do faturamento projetado para os seguros de autos.

Vida deve aumentar participação para 39,5%

Com este desempenho e, incluindo o faturamento dos VGBLs, o segmento vida deve fechar o ano com 39,5% do faturamento do setor, um forte avanço em relação aos 30,1% registrados no ano passado. Em contrapartida, a participação dos seguros de automóveis deve cair dos 34,4% registrados em 2002 para cerca de 28,9%.

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Em linha com as fracas vendas de seguros de autos, o seguro obrigatório, DPVAT, deve registrar um recuo de 3,2% em seu faturamento, o que tem levado alguns especialistas do setor a defender a sua reestruturação, ou troca.

Finalmente, o setor de incêndios, que no ano passado registrou um crescimento das vendas impressionante (36,6%), atrás apenas dos VGBLs, deve crescer bem menos neste ano, cerca de 8,3%. A razão por trás do menor ritmo de crescimento seria, na verdade, o fato de que as vendas de 2002 foram atípicas, pois refletiram o aumento dos preços no mercado de resseguro internacional, que impactou nos preços domésticos desta modalidade de seguro.