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Seguros: clientes podem contar com cobertura de doenças graves

Para especialista, pessoas não conhecem modalidade que protege segurado dos "infortúnios da vida"

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SÃO PAULO – As seguradoras apostam agora em uma nova cobertura para os clientes, para doenças graves. Na nova modalidade, depois de diagnosticada a doença, o segurado já recebe a quantia acordada.

Apesar de a modalidade já ser comercializada, segundo o professor de matemática e corretor de seguros, Luiz Almada, grande parte das pessoas a desconhece. “Em uma pesquisa que realizei com meus clientes, detectei que não chega a 5% as pessoas que ouviram falar nessa cobertura. Além disso, 1% conhece, mas não sabe como é a cobertura”.

O que é coberto?

De acordo com Almada, as doenças críticas são, cada vez mais, comentadas pela mídia, o que fez com que as seguradoras, junto ao fato de solicitações feitas pelos clientes, pensarem em oferecer a modalidade.

Cada seguradora cobre um tipo de doença. Almada explica que algumas, no caso do câncer, têm cobertura apenas para o câncer de mama, útero e ovários. Outras já cobrem todos os tipos. No entanto, as coberturas mais comuns são de infarto do miocárdio, derrame cerebral, transplante de órgãos vitais e câncer (inclui o câncer de próstata e mama).

Contrato

Quando a doença já surgiu, basta um diagnóstico que a seguradora indeniza o valor contratado sem a necessidade de comprovar despesas.

“Existe ainda a antecipação em caso de doença terminal. É um adiantamento do seguro a ser recebido que tem o objetivo de cobrir despesas emergenciais, comuns nessa situação”, disse Almada.

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No entanto, o professor orienta que é preciso ter cuidado na hora de contratar este tipo de seguro, procurando sempre um profissional habilitado pela Susep (Superintendência de Seguros Privados).

Vantagens da cobertura

De acordo com o professor, a principal vantagem deste tipo de cobertura é o fato da pessoa estar protegida de um “infortúnio da vida”. Ele explica ainda que esse tipo de cobertura evita que o fator econômico piore a situação de recuperação da doença.

“Uma pessoa doente sem poder trabalhar e sem ter uma renda – no caso dos autônomos – ou um segurado do INSS não têm condições de pagar, porque as despesas com doença são despesas extras, principalmente as críticas, como é o caso”, explica o professor.

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Outra vantagem evidente é com relação ao preço, disse Almada. Muitas pessoas acham que os seguros no Brasil são caros e, por isso, sequer vão atrás para ter uma cobertura. No entanto, os preços podem ser pesquisados pela internet e a própria solicitação do seguro pode ser feita pela rede.

Preços ao consumidor

Os preços dependem de cada seguradora, que podem dar desconto para não fumantes e para as mulheres. Os seguros são específicos para cada sexo.

“Como no automóvel, que é mais conhecido por nós, temos a cobertura básica e as opcionais. A cobertura básica e obrigatória é a de morte, que pode ser por morte natural ou morte acidental”, explica Almada.

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No caso de câncer, uma mulher de 40 anos de idade que paga R$ 41 mensais poderá contar com R$ 25 mil de indenização (Porto Seguro), quando o valor da contribuição mensal cair para R$ 20, a quantia a receber vai para R$ 21 mil (Unibanco). Já um homem da mesma idade, que paga R$ 30 mensais, receberá R$ 26 mil (Unibanco).