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Seguro protege empresas de inadimplência dos clientes

Além da análise de crédito dos clientes, seguradoras oferecem serviço de cobrança e arcam com a maior parte do risco de inadimplência

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SÃO PAULO – O crescimento da inadimplência desde o ano passado preocupa a todos, já que não são apenas os varejistas que sofrem com ela, mas praticamente todos os empresários, que vendem a prazo. Diante desta situação, algumas seguradoras já estão oferecendo o chamado seguro de crédito interno, que cobre os prejuízos que as empresas possam ter com a inadimplência dos seus clientes.

Atualmente já existem algumas empresas capazes de oferecer este tipo de produto no Brasil são elas: Áurea Seguradora de Créditos, a espanhola Mapfre Seguradora, a fraco-alemã Euler e a francesa Coface, sendo que esta última presta serviços através da Sul América.

Seguros de bens duráveis é preferido

Antes de mais nada, é preciso lembrar que o produto em questão não oferece cobertura para vendas de exportação. Nestes casos seria preciso contratar o seguro de crédito a exportação, que é oferecido apenas pela Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação, cujos acionistas incluem o BNDEs e várias seguradoras brasileiras.

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Já no caso dos seguros de crédito interno a cobertura pode ser de dois tipos: bens duráveis e bens de consumo. Os seguros de bens duráveis são os preferidos das seguradoras, pois em caso de inadimplência é possível bloquear o bem e através da sua venda recuperar as perdas com o não pagamento das prestações.

Dentre os clientes deste tipo de seguro estão os consórcios, que devido à inadimplência de cotistas podem acabar enfrentando dificuldades financeiras. Desta forma, o seguro garante a entrega do bem, mesmo no caso de existirem cotistas inadimplentes.

Análise é mais detalhada nos bens de consumo

Por sua vez, no caso dos bens de consumo, como não existe possibilidade de recuperação do bem, a análise de crédito deve ser bem mais detalhada. A seguradora nestes casos precisa investir muito dinheiro na montagem de um banco de dados com informações sobre o perfil de crédito dos consumidores assim como no treinamento dos seus profissionais.

Esta opinião é compartilhada pelo executivo da Euler-Hermes, Marc Cambourakis, que controla um terço dos US$ 3,5 bilhões do mercado mundial de seguro de crédito interno. O executivo lembra que para iniciar suas operações no Brasil foram necessários dois anos estruturando a empresa, portanto a expectativa é que as vendas do produto no Brasil só comecem em 2003.

Por sua vez, os clientes em potencial reclamam do impacto do custo destes seguros no preço final dos produtos, uma vez que as taxas cobradas variam entre 0,3% a 1,5% do faturamento da empresa, dependendo do setor em que a mesma atua e do seu perfil. Outro fator que tem dificultado a aceitação do novo produto é o fato de que a maioria dos interessados já conta com um grupo de análise de crédito interno.

As seguradoras contra-argumentam que além da análise de crédito também oferecem o serviço de cobrança, além de assumir a maior parte do risco de inadimplência, vito que as empresas arcam com apenas 15% a 20% dos prejuízos com inadimplência.