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Seguro para executivos vive “boom”, por causa da crise

"Turbulência tornou tangível a possibilidade de prejuízos advindos de questionamentos de atos gerenciais", diz diretor da Zurich

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SÃO PAULO – O mercado de seguros de responsabilidade civil para executivos (denominado D&O) já vinha crescendo nos últimos anos, mas a modalidade viveu um verdadeiro boom com a crise financeira internacional, que chegou mais fortemente ao Brasil em setembro do ano passado.

“A turbulência nos mercados tornou mais tangível, tanto para as empresas como para os executivos, a possibilidade de prejuízos advindos de questionamentos de atos gerenciais. Ou seja, a percepção de risco aumentou, aumentando, assim, as solicitações de cotação e a contratação em si”, afirmou o diretor de Financial Lines da Zurich, Rafael Yamato.

“Empresas de vários setores e portes procuram o seguro, mas destacam-se as pequenas e médias empresas e as de capital aberto”, completou.

Estatísticas

De acordo com últimos dados divulgados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), a modalidade chegou ao patamar de R$ 19,1 milhões em prêmios em outubro do ano passado, enquanto, em janeiro do mesmo ano, era de R$ 7,5 milhões. Depois de um ano, os prêmios somaram R$ 11,7 milhões.

Quando analisados os sinistros, o montante era de R$ 68,4 mil em janeiro de 2008 e passou para R$ 6,1 milhões em dezembro deste mesmo ano, para cair a R$ 167,7 mil no primeiro mês de 2009, último dado apurado pela Susep.

A modalidade D&O é nova, mas, em menos de dois anos, conquistou o terceiro lugar no ranking nacional de seguros.

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O seguro

Yamato explicou que o seguro D&O já é bastante difundido nos EUA e na Europa. Para as empresas, ele garante proteção financeira, bem como para as pessoas que ocupam um cargo de diretoria. Além disso, é visto como um competitivo benefício, que propicia a retenção de talentos. “Muitos executivos somente fecham contrato com a devida proteção de um seguro D&O”.