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Seguro para bicicletas já inclui proteção para e-bikes, usadas e até arranhões

Roubo, furto qualificado e danos acidentais são as principais coberturas, mas as seguradoras competem pelo cliente com extras que indenizam até 'dano estético'; entenda

Vitor Oliveira

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Com o boom das bicicletas no Brasil, impulsionado por mobilidade urbana e bikes elétricas pós-pandemia, roubo, furtos e quebras acidentais viraram preocupações comuns para ciclistas urbanos e esportivos.

Especialistas explicam que seguros para bicicletas oferecem proteção customizável, 100% digital na maioria dos casos, cobrindo desde bikes usadas até as mais tecnológicas.

Segundo Henrique Volpi, CEO da Kakau Seguros, aproximadamente 85% das bicicletas no Brasil custam menos de R$ 3.500. Para esse grupo, o valor do seguro costuma variar entre R$ 55 e R$ 150 por mês, dependendo do modelo e das coberturas escolhidas.

As contratações costumam ser rápidas e podem ser feitas de forma online, com vistorias por foto e acionamento de sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro) via WhatsApp.

“As coberturas mais comuns no seguro de bicicletas são para roubo e quebra acidental. Esses são os incidentes que mais impactam ciclistas, tanto no deslocamento urbano quanto no uso esportivo”, afirma Volpi.

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Coberturas flexíveis

Roubo, furto qualificado e danos acidentais formam o núcleo de qualquer apólice (contrato de seguro), mas as seguradoras competem com coberturas extras exclusivas.

Camila Beck, gerente de novos negócios da Simple2u, destaca a flexibilidade.
“O cliente pode definir qual a melhor opção, como transporte de bike para exercícios em outra região”, diz. Beck menciona a cobertura internacional como uma das opções customizáveis no seguro bike, permitindo proteção fora do Brasil.

Segundo ela, o seguro bike é ideal para ciclistas urbanos, esportivos e usuários de e-bikes (bicicleta com motor elétrico).

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Além disso, há possibilidade de contratação no modelo liga-desliga, que funciona como uma assinatura flexível, similar a um streaming como Netflix: você ativa a proteção só quando precisa (hora, dia ou mês), pagando proporcionalmente, sem compromisso anual fixo ou carência.

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Rodrigo Del Claro, CEO do Clube Santuu, empresa responsável pela operação do seguro de bike da Akad, afirma que existe até uma cobertura para arranhões e “danos estéticos”. “Caiu ou ralou a bicicleta, tem direito a acionar. Além de cobertura para competições, transporte para terceiros e danos a terceiros”, conta.

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Bikes elétricas e usadas

No das bicicletas elétricas, as coberturas são exatamente iguais às coberturas das bikes comuns, com o acréscimo da cobertura de baterias e motores.

“Recentemente, tivemos um sinistro de um motor, a pessoa caiu e o motor parou de funcionar devido à queda, então foi um dano acidental que causou um dano ao motor, trocamos o motor da bicicleta”, exemplifica Del Claro.

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Algumas seguradoras oferecem cobertura para bicicletas usadas sem limites rígidos de valor — de modelos baratos a partir de R$ 200 até high-end acima de R$ 300 mil — nem restrições de idade, abrangendo bikes novas ou com até 20 anos de uso.

Isso permite proteger desde opções infantis até montagens personalizadas importadas, independentemente de possuírem nota fiscal ou não, diferentemente de muitas no mercado que impõem tetos mínimos (como R$ 1.000 ou R$ 2.000), máximos ou limites etários de 3 a 8 anos.​

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