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Seguro obrigatório gera mais reclamações que seguro de automóvel

No primeiro semestre DPVAT foi responsável por 31,6% das reclamações; seguro de carro veio em seguida com 30,3%

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SÃO PAULO – Contrariando o que vinha sendo notado no setor de seguros, o seguro obrigatório pago pelos proprietários de veículos, também conhecido como DPVAT (Danos Pessoas Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres), liderou o número de reclamações registrado no primeiro semestre.

Até então, o seguro de automóvel liderava o ranking de reclamações dos consumidores, o que demonstra a insatisfação do motorista com relação ao pagamento obrigatório deste seguro, que apesar de ser relativamente barato, custa entre R$ 51,62 a R$ 177,36 por ano, ainda tem sua finalidade desconhecida por muitas pessoas. Para saber mais sobre o DPVAT, clique aqui.

Atividade de seguros recebeu 54,1% das reclamações

De acordo com o departamento de fiscalização da Superintendência de Seguros Privados (Susep), no primeiro semestre do ano o DPVAT foi o responsável por cerca de 31,6% das reclamações registradas.

Em seguida, os seguros de automóvel ficaram com a segunda posição respondendo por 30,3% das queixas. Com percentuais bem menores, os dados da Susep revelaram ainda que o seguro de vida e outros foram responsáveis por 12,4% e 11,6%, respectivamente. Ainda de acordo com os dados levantados pela Susep, o número de reclamações e consultas registradas no acumulado dos seis primeiros meses do ano foi de 30.773, ou 227,3 por dia útil.

Do total de reclamações, a maior parte (54,1%) está relacionada às atividades de seguros, seguidas pela pelas reclamações referentes ao serviço de atendimento cujo segurado pode acompanhar o andamento de processos, que foi responsável por 14,6% das reclamações.

As demais reclamações foram contra os planos de previdência privada aberta (5,9%), corretores e corretoras de seguros (4%) e os títulos de capitalização (3,9%). O restante, 13,1%, foi destinado a assuntos diversos relacionados ao segmento.

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Por fim, no mesmo período houve 1.897 processos contra as seguradoras, dos quais 12,8% direcionadas a previdência privada, 4,2% às corretoras de seguros e 3,4% que se referiam às empresas de capitalização.