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A paixão do brasileiro pelos carros certamente explica a razão de esta modalidade ser, de longe, a mais vendida no país. Além disso, como as chances de se envolver em um acidente de automóvel, ou ter seu veículo roubado são grandes, não é difícil de entender o porquê da preferência.
Esta também é a explicação pela qual os seguros de carros estão entre os mais caros existentes. Simplesmente as seguradoras correm mais risco de ter que pagar a cobertura, e como não podia deixar de ser, cobram por este risco.
Custos variam
O custo anual do seguro varia de acordo com o modelo do carro e seu ano, ficando entre 5% e 20% do preço do mercado. Por exemplo, um carro avaliado em R$ 50 mil deve ter seu prêmio estipulado entre R$ 2,5 mil e R$ 10 mil.
A diferença depende do risco que a seguradora está correndo, quanto maior o risco maior o custo do seguro. Por exemplo, um jovem motorista de 21 anos é mais propenso a se envolver em um acidente de que uma senhora de 40 anos. Daí a diferença em preço.
A análise de perfil do segurado permite às seguradoras tentarem reduzir o custo da apólice. De maneira geral, são considerados três tipos de riscos: risco cidade, risco carro e, finalmente, o risco você.
Quanto à forma de pagamento, você pode optar por pagar à vista ou parcelado. No caso de pagamento parcelado é preciso cuidado, pois como discutiremos adiante na parte de restituição, em caso de indenização a seguradora pode acabar pagando o valor da indenização já descontado o valor das prestações, ou simplesmente esperar até que você acabe de quitar para efetivamente reembolsá-lo.
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Outro cuidado a ser tomado quando o pagamento é feito de forma parcelada é de não atrasar os pagamentos, pois a seguradora pode optar pelo cancelamento unilateral da apólice de seguro. Apesar de condenada pelas entidades de defesa do consumidor, esta prática é bastante comum entre as seguradoras.
Quando vale a pena
Mas não é sempre que vale a pena fazer seguro de carro. Se você tem um carro velho ou mau cuidado, que já sofreu várias batidas, é provável que o custo do seguro acabe não compensando em relação ao valor de recompra do carro.
Carros de mais de dez anos não justificam o seguro, pois eles acabam ficando muito caros, e o melhor é economizar o dinheiro do prêmio para eventuais emergências. Já nos carros novos o seguro não só é necessário, como fundamental, afinal o custo de reposição do carro é muito alto.
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O que está coberto
Para reduzir o custo do seguro, a maioria das seguradoras trabalha com apólices básicas, que cobre gastos com danos materiais (acidentes, enchentes etc.), roubo, e furto. Em alguns casos é possível pedir cobertura de acessórios específicos, como farol de milha e som, mas para tanto é preciso contratar cobertura especial e descriminá-la na apólice.
Como o risco de acidente nas cidades grandes é bastante alto, vale a pena pedir cobertura para terceiros, pois de que adianta ter seus gastos cobertos se você vai ter que arcar com o pagamento dos gastos de terceiros? Vale lembrar que só é possível pedir cobertura para terceiros se você foi responsável pelo acidente, mas mesmo assim, a cobertura está limitada ao valor estabelecido no contrato, qualquer gasto a mais deve sair do seu bolso.
Se você não quiser correr qualquer tipo de risco, também é possível contratar cobertura para danos corporais nos passageiros do veículo segurado, que prevê pagamento de despesas médico-hospitalares, assim como invalidez permanente e morte. Estas coberturas são pagas independente da responsabilidade pelo acidente ter sido, ou não do segurado. Vale lembrar que o seguro obrigatório (DPVAT) também indeniza vítimas de acidente de trânsito.
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Valor da cobertura
No contrato com a seguradora você poderá definir a forma como pretende receber a indenização, caso venha a sofrer um acidente. A mais comum delas é pelo valor de mercado do automóvel, que tem como principal benefício o fato de que a indenização é atualizada automaticamente com o preço de mercado do automóvel.
Mas também é possível limitar a cobertura a um valor determinado. Esta opção é mais indicada para os carros mais antigos onde fica difícil determinar um valor de mercado do automóvel. Neste caso o segurado, estabelece um valor, independente do valor de mercado, que deseja receber em caso de sinistro. Por último, é possível combinar as duas modalidades, optando pela cobertura a valor de mercado com limite. Neste caso, a seguradora pagará o menor valor entre o que está estipulado no contrato ou o valor de mercado.
Indenização
Existem duas situações pela qual você pode vir a receber indenização. No primeiro caso, estamos falando de situações onde os reparos a serem feitos são apenas parciais, isto é, você não teve seu veículo roubado ou sofreu perda total. Neste caso, você paga a franquia e a seguradora paga o restante. Caso você não tenha sido responsável pelo acidente, pode recuperar os gastos com a franquia entrando com processo contra o motorista responsável pelo acidente.
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Por outro lado, se a perda foi total, então a seguradora paga o valor de mercado do veículo, ou a indenização máxima prevista no contrato, o menor destes dois valores. Desta forma, fica claro por que não vale a pena super-avaliar o seu carro, pois você vai acabar recebendo pelo preço de mercado. Nestes casos, o seguro é cancelado assim que você receber sua indenização, ou tiver o bem reposto. Desta forma, você vai precisar fazer novo seguro para o carro novo. Vale lembrar que, se o pagamento do seguro foi parcelado, então a seguradora pode optar por pagar a restituição somente quando a apólice for completamente quitada, ou então descontar o valor das parcelas que faltam do valor da indenização.
Nos casos de furto do automóvel, se o mesmo for encontrado depois da seguradora ter pago a indenização, então o carro passa a ser propriedade da seguradora, que pode fazer dele o que bem quiser. Portanto, é bastante comum que antes sequer de pagar as indenizações, as seguradoras exijam do segurado a apresentação de certidões negativas de multas, comprovantes de pagamento de seguro obrigatório, assim como quitação de IPVA.