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SÃO PAULO – Fraude sempre foi uma das maiores dores de cabeça das empresas de seguros. No entanto, há cerca de dois anos, o surgimento da Certificação Digital – que não exige o uso de papel – possibilitou uma nova alternativa de proteção, bem como de expansão do setor.
Para estudar esta questão e apoiar as seguradoras em suas decisões estratégicas, a Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização) e a Anapp (Associação Nacional da Previdência Privada) criaram um grupo de trabalho que pretende, já para 2005, elaborar um documento padrão para nortear o processo de certificação digital das empresas de seguro.
Mil e uma vantagens
De acordo com Ricardo Águia, gerente da área de Tecnologia da Informação de Negócio da Bradesco Seguros, a certificação digital apresenta vantagens que vão muito além da própria segurança do usuário e da empresa. Para ele, o processo potencializa a rapidez na transação de negócios, uma vez que utiliza a internet; reduz os custos envolvidos na operação; e facilita a expansão do mercado.
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A certificação digital ainda possibilita a privacidade nas transações e integridade nas informações, o que acaba sendo mais um fator favorável à prevenção de fraudes. O cartão com chip, por exemplo, torna desnecessária a assinatura, impedindo assim falsificações.
Com todos esses benefícios em mente, o grupo formado pela Fenaseg e Anapp trabalha para definir padrões para troca de documentos assinados digitalmente e para informações de identificação específica do mercado segurador. A redução do número de contratos e documentos arquivados pelas seguradoras também entrou na pauta de discussão entre as entidades.