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Seguradoras não determinam preço dos produtos com base em critérios técnicos

Competição teria forçado seguradoras a praticar preços que não refletem risco técnico; situação preocupa Susep

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SÃO PAULO – Há alguns anos atrás o único tipo de seguro conhecido entre os brasileiros era o de automóvel. Contudo, nos últimos anos, um número maior de produtos começou a ser vendido no país, o que contribuiu para uma mudança do perfil do setor segurador no país.

Seguro de automóveis perde espaço

Se até então os seguros de automóveis respondiam pela maior fatia das receitas do setor, no próximo ano acredita-se que percam a liderança para os seguros de vida, que neste ano cresceram mais de 40% graças a introdução doa VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre).

Apesar de serem classificados como seguros de vida, os VGBLs na verdade funcionam de forma bastante semelhante que os planos de previdência, com a diferença que é possível optar pela contratação de uma apólice de seguro de vida.

Guerra de preços preocupa

O forte crescimento do setor atraiu novos participantes no mercado, muitos deles estrangeiros, de forma que a competição para vender seguros no país se tornou muito mais acirrada. Diante deste cenário, algumas seguradoras estão adotando práticas bastante agressivas de determinação de preços, não levando em consideração totalmente os riscos técnicos incorridos na apólice.

Esta é uma tendência que preocupa a Susep (Superintendência de Seguros Privados), já que a maioria das empresas parece não usar regras de avaliação atuarial para determinar os preços de seus produtos, o que pode culminar com a deterioração da situação financeira das empresas do setor, que estariam efetuando reservas abaixo do necessário. A constatação da Susep foi feita através da análise dos balanços das empresas do setor.

Reservas de insuficiência crescem

Como a adoção de taxas inadequadas para determinação de preços não pode ser proibida, pois se trata de um mercado livre, a solução encontrada pela Susep foi a de exigir que as empresas constituíssem uma reserva chamada de “reserva de insuficiência de prêmios”.

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A reserva obrigatória já conta com depósitos na ordem de R$ 62,4 milhões até outubro deste ano, o que confirma as preocupações da Susep de que a guerra de preços pode estar levando as empresas a efetuar reservas abaixo do necessário.
Outro dado chama a atenção de quem analisa estas reservas, o fato de que Sul América Nacional juntamente com a Liberty Paulista responderem por cerca de 69% do total de reservas por insuficiência já efetuadas.

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