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Seguradoras apostam em produtos para o setor imobiliário

O seguro garantia imobiliária e o crédito interno são alguns dos produtos desenvolvidos especificamente para o setor

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SÃO PAULO – O mercado está otimista com a possibilidade de crescimento do setor imobiliário em 2003. A expectativa de que o próximo governo adote uma postura mais flexível no combate a inflação, que por sua vez, permitiria uma queda dos juros e conseqüentemente um maior volume de financiamentos para o setor está levando algumas seguradoras a apostar no desenvolvimento de produtos voltados para o setor imobiliário.

Crescimento de 100% no ano

Dentre as empresas que apostou neste tipo de produto está a Áurea Seguradora de Créditos e Garantias, que, segundo seu diretor comercial, Marcos Novaes, deve fechar o ano de 2002 com um crescimento de 100% no volume de prêmios estimados em R$ 17 milhões.

Diante disto, a empresa deve consolidar a terceira colocação no ranking de seguro garantia, alcançando uma penetração de 12,6% do mercado deste produto no país, cujo volume de prêmios total estimado até outubro era de R$ 127 milhões.

Crescer o volume de prêmios em 41% é a meta da Áurea para 2003. Novaes concorda que a meta é bastante audaciosa, mas apesar de esperar um começo de ano difícil acredita em uma recuperação na segunda metade do ano, com a retomada da construção, especialmente no que se refere às obras públicas.

Dois produtos

Assim sendo, a seguradora aposta em dois produtos para o setor: o seguro garantia imobiliária e o seguro de crédito interno. Assim é possível oferecer uma apólice para dar ao comprador de imóvel na planta garantia de conclusão do prazo de construção do empreendimento no prazo, e sob as condições especificadas.

Novaes lembra que dentre os fatores que estão animando as seguradoras está o fato de que em 2003 é possível que a procura por imóvel como forma de investimento se mantenha, o que aqueceria as vendas do setor e, conseqüentemente a procura pelos seguros garantia. Isto sem falar é claro que ao contrário do que aconteceu em 2002, em que a Caixa, maior financiadora do setor, ficou fora do mercado por alguns meses, em 2003 é possível que os bancos facilitem as condições de financiamento, em relação ao que está sendo atualmente exigido.

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Finalmente, Novaes aposta que o próximo governo deve adotar medidas no sentido de aumentar o poder aquisitivo da população, como forma de redução do déficit habitacional do país, o que também impulsionaria o setor. Segundo dados do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo o setor imobiliário crescer 1,1% no acumulado dos dez primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período no ano passado.