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SÃO PAULO – Nem só de samba e folia vive o Carnaval de São Paulo. Para construir esta grande festa municipal, todos os seus organizadores precisam lidar com questões e desafios típicos do meio empresarial. Logística, marketing, fornecedores, negociações, tudo faz parte da criação deste espetáculo.
Com o objetivo de profissionalizar os prestadores de serviço do evento e de ampliar as oportunidades comerciais do Carnaval paulistano, o Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas) criou o programa SP Samba, que é administrado em parceria com a Prefeitura de São Paulo e a Liga das Escolas de Samba.
Folia profissional
As primeiras beneficiadas pelo programa foram as escolas Mocidade Alegre e Vila Maria, participante do projeto-piloto. Na seqüência, integraram o grupo também a Rosas de Ouro e X-9 Paulistana. E neste ano, o SP Samba começa a trabalhar com a Unidos do Peruche, Camisa Verde e Branco e Acadêmicos do Tatuapé.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Entre as ações já implementadas em 2004, está a realização da primeira Rodada de Negócios, em setembro, na qual estiveram presentes oitos escolas de samba e 20 indústrias fornecedoras de artigos utilizados nos desfiles, como madeira, tecido, cordões em geral, isopor e plumas. Para este ano está prevista outra edição da Rodada de Negócios.
O SP Samba também auxilia as escolas na criação de um departamento de marketing, o que pode contribuir para o aumento da venda de fantasias, para a melhoria da imagem e para a maior eficiência na comunicação entre suas alas. A Mocidade Alegre montou sua área de marketing no ano passado, e já no Carnaval de 2004 pôde colher seus benefícios.
Espírito empreendedor e capacitação técnica
Além destas atividades, o programa do Sebrae-SP oferece cursos sobre liderança e empreendedorismo para os integrantes das escolas de samba; e realiza as oficinas Sebratec, que capacitam os técnicos das agremiações a construir carros alegóricos, por exemplo.
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No ano passado, o projeto também viabilizou uma palestra que tratou de Turismo Receptivo ao redor do Carnaval e teve a participação de cinco escolas de samba da zona Norte. Foi realizado, ainda, um Programa de Alimentos Seguros (PAS) com dez ambulantes que trabalham próximos da Rosas de Ouro.
Prosseguindo seu trabalho de profissionalização da folia do Carnaval paulistano, o SP Samba pretende organizar, em 2005, uma Feira de Negócios, onde serão vendidos produtos artesanais feitos pelas comunidades das escolas.