Publicidade
SÃO PAULO – Grande parte das pessoas que decidem contratar um plano de saúde o fazem para não ter de recorrer ao serviço público quando houver alguma necessidade: é de conhecimento comum a precariedade do sistema em geral.
Contudo, o Ministério da Saúde publicou, no início deste ano, o balanço de um pacto, realizado entre União, Estados e municípios, com o intuito de gerir de uma melhor forma o serviço.
Destaques
Entre os pontos destacados pelo ministério, estão os seguintes:
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
- A regionalização da saúde, reforçando a necessidade da organização e instituindo mecanismos de co-gestão e planejamento;
- Fortalecimento dos mecanismos de controle social;
- Alteração da forma de transferência do recurso federal de custeio, passando de mais de 130 formas, para cinco grandes blocos (atenção básica, média e alta complexidade, vigilância em saúde, assistência farmacêutica e gestão);
- Estabelecimento de metas e prioridades nacionais com relação à saúde do idoso, combate ao câncer de mama e de colo do útero, a redução da mortalidade infantil e materna, entre outras.
Além disso, estudo publicado no ano passado pela pasta mostrou que o índice de mortalidade entre brasileiros de até 69 anos não variava entre aqueles que possuíam ou não um plano de saúde.
OMS
Do outro lado, levantamento publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra uma outra visão da saúde no País. Segundo a pesquisa, o Brasil estava, com base nos dados de 2000, no 125ª posição da lista no que diz respeito ao atendimento de saúde pública.
Esse levantamento, no entanto, analisou outros indicadores além do nível geral da população: disparidade de saúde dentro da população, nível geral de responsabilidade do sistema, distribuição da assistência entre grupos de diferentes situações econômicas e justiça na distribuição de carga financeira para a população.
Continua depois da publicidade
Os dez primeiros colocados foram, nesta ordem: França, Itália, San Marino, Andorra, Malta, Singapura, Espanha, Omã, Áustria e Japão.
Na América Latina, Chile, Costa Rica e Cuba são os mais países com melhores condições, nas posições 22, 33, 36 e 39.