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SÃO PAULO – Foi descartada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a criação de um tributo nos moldes da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira), a fim de destinar mais recursos para a área da saúde.
Durante participação em audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (23), o ministro afirmou que o momento é de desoneração e não de elevação de tributos. “Não há intenção de recriação da CPMF. Da minha parte, não há essa intenção. O governo recuperou metade dos recursos [perdidos com o fim da CPMF]. Agora, acho que temos que desonerar a economia brasileira. A economia cresce pela formalização. Temos que desonerar a folha de pagamento, por exemplo, e não estamos pensando em tributos novos”, completou, conforme publicado pela Agência Brasil.
IPI
O ministro também aproveitou para falar que o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos importados deve gerar investimentos no Brasil.
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Segundo a Agência Câmara, o ministro afirmou que algumas montadoras decidiram se instalar no País para escapar do reajuste anunciado pelo governo. “Isso só ocorreu devido à ação do governo. Se não tomássemos essa medida, não haveria isso. Os investimentos iam para onde eles estão manipulando câmbio e taxas. Estamos preservando o emprego no País”, completa.
Segundo Mantega, está havendo um “vale-tudo” no mercado automotivo internacional, por isso, era importante fortalecer a indústria internamente. “Existem subsídios disfarçados que o Brasil, que a OMC (Organização Mundial do Comércio) não conseguem identificar. É um vale-tudo. Se o Brasil quiser exportar carros para o Japão, para a Coreia, há uma dificuldade muito grande. Não poderíamos deixar nosso setor automobilístico se deteriorar. Foi por causa disso que decidimos tomar uma medida forte. Foi plenamente bem sucedida”, completa.