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SÃO PAULO – Os cursos de graduação em saúde que mais cresceram entre os anos de 1991 e 2004 foram fisioterapia e enfermagem, segundo estudo divulgado pelos ministérios da Saúde e da Educação na última terça-feira (28).
O curso de Educação Física, de acordo com o estudo, é o que forma mais profissionais atualmente. Em 2004, ingresseram 17 mil novos graduados no mercado. Na outra ponta, aparece Biomedicina, que graduou 738 alunos no período.
Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, “o trabalho servirá de subsidio para as políticas públicas dos dois ministérios nos próximos anos e deverá se estender como paradigma para o estudo de outras áreas da educação superior”.
Diferenças regionais
As diferenças regionais se destacam no levantamento. O ministro informa que os estudantes que concluíram algum curso na área de saúde nas regiões Norte e Nordeste apresentam os piores resultados quando comparados aos formados nas regiões Sul e Sudeste.
Um exemplo é o curso de medicina (o mais concorrido, mas com baixo crescimento segundo o estudo), que formou 344 estudantes no Norte e 1.480 no Nordeste, contra 5.662 no Sudeste e 1.492 no Sul. Enquanto há um médico para cada 40 mil habitantes no Norte e um para cada 33 mil no Nordeste, a média nacional é de um médico para cada 19 mil habitantes, enquanto no Sudeste essa relação é de um para cada 13 mil.
Haddad disse que o governo acaba tendo de deslocar médicos, enfermeiros e fisioterapeutas das regiões mais bem abastecidas por essa mão-de-obra para as localidades mais carentes.
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Diferenças sociais
Cerca de 30% dos estudantes de saúde com renda familiar de até três salários mínimos (50% da população, aproximadamente) escolhem os cursos de Educação Física e Enfermagem. Já aqueles com renda superior a 10 salários mínimos (11,8% da população) acabam nos cursos mais desejados: Medicina (52%) e Odontologia (67%).
Com exceção de Medicina, há mais estudantes pobres graduados. “O jovem de baixa renda quando tem oportunidade de freqüentar esses cursos de alta demanda tende a evadir proporcionalmente menos dos que os jovens de alta renda”, garantiu o ministro.
Mulheres são maioria
As mulheres, revela o estudo, só não são maioria em Educação Física (54,7% eram homens em 2004). Um bom exemplo é Odontologia, curso ocupado por 65,2% de estudantes do sexo feminino.
Essas informações são da Agência Brasil.