Resultados abaixo do esperado podem pressionar Drogasil no curto prazo

Em conversa com o Goldman Sachs, diretoria mostrou-se preocupada com competitividade, recuo de vendas e inflação

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SÃO PAULO – Após reunião com os gestores da Drogasil (DROG3), a equipe de análise do Goldman Sachs mostrou-se otimista em relação às projeções de crescimento da empresa no médio prazo. Contudo, as perspectivas para o curto prazo preocupam, principalmente em vista do próximo resultado da companhia, alvo das atenções do banco.

Competitividade pode impactar vendas e margens 
Dentre os pontos que preocupam o Goldman Sachs e a diretoria da empresa em relação ao último trimestre de 2010, está a quantidade de lojas em maturação. Com o mercado em um momento avançado de consolidação, os ganhos de margens advindos com o tempo podem ser ofuscados pela competitividade do setor.

Além disso, é esperada uma redução de vendas no segmento mesmas lojas em relação aos trimestres anteriores.  As vendas no quesito devem passar de cerca de 20%, média apurada entre 2007 e 2009, para um crescimento inferior ou muito próximo da marca mínima (10%) de dois dígitos durante 2010 e 2011.

A queda das vendas no quesito mesmas lojas traz ainda a perspectiva de mais tempo para a diluição de despesas pré-operacionais em novas lojas. Assim, para o quarto trimestre, as estimativas estão significativamente abaixo do consenso, “já que esperamos uma compressão em vez de expansão da margem Ebitda”, dizem as analistas Irma Sgarzz e Rachel Rodrigues em relatório.

Inflação preocupa
Por fim, a elevação da inflação implicaria em um aumento de aluguéis e na diminuição do poder de compra, vetores que preocupam a diretoria da companhia. As margens no curto prazo poderiam permanecer pressionadas, já que aumentos de preço de medicamentos não podem ser diretamente repassados aos consumidores e são regulados e reajustados somente uma vez por ano, no mês de abril.

Preço-alvo 
O preço-alvo para o período de 12 meses é de R$ 13,80, no mesmo nível do anterior (R$ 13,60). O upside é de 5% com base na cotação de fechamento da última quinta-feira (27). Por conta do cenário de curto prazo, a equipe manteve recomendação de venda aos papéis.