Resultado da VisaNet vem acima das expectativas e gera comentários positivos

Analistas veem como pontos positivos o crescimento dos segmentos de cartão de crédito e débito e a queda das despesas

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SÃO PAULO – Os resultados operacionais da VisaNet (VNET3) vieram acima do esperado pelo mercado neste terceiro trimestre. Segundo dados da companhia, o lucro líquido avançou 34,8% no período ao atingir R$ 396,7 milhões.

Já o Ebitda (geração operacional de caixa) ajustado e a receita líquida somaram R$ 626,6 milhões e totalizar R$ 924,4 milhões, respectivamente, superando os números do mesmo trimestre de 2008.

Para os analistas do Itaú, o mercado deve reagir positivamente a estes resultados, já que eles vieram acima das estimativas. No caso das projeções da corretora, o lucro líquido foi 7% maior que o esperado. “A companhia ganhou participação nos mercados de cartão de crédito e de débito, ao mesmo tempo em que apresentou gastos de vendas gerais e administrativas melhores que as expectativas”.

Faturamento com cartões

Outra equipe de analistas, a do Citigroup, destaca que os faturamentos com cartões de crédito (crescimento de 21,3% em relação ao terceiro trimestre) e com débito (expansão de 22,1%) foram os principais propulsores do lucro líquido acima das expectativas do banco (de R$ 378,3 milhões).

A receita com cartões de crédito e débito da VisaNet totalizou R$ 155,9 milhões no período, cerca de 30% a mais que em 2008 e também acima das estimativas da equipe (R$ 150,9 milhões). “Atribuímos a performance ao crescimento de 12,4% no número de transações e de 8,7% no valor delas, em comparações anuais”, falam.

Despesas

Além disso, outro fator apontado como contribuinte dos resultados operacionais foi a redução das despesas operacionais entre o 2º e o 3º trimestres do ano. Para os analistas do Banco do Brasil, isso se deu em função principalmente da conta “outras despesas”, relacionadas ao reembolso de despesas incorridas pela VisaNet durante o IPO.

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“Se considerarmos apenas as despesas com ‘pessoal’, ‘administrativas’ e de ‘marketing’, houve elevação de 130 bps na comparação com o trimestre anterior” fala a equipe do BB.

O custo total apresentou elevação de 17,5% entre os terceiros trimestres de 2008 e 2009 e de 7% entre o 2º e o 3º quarto deste ano, atingindo R$ 244,3 milhões. “Os números carregam o impacto da nova estrutura de despesas pagas à Visa”, comentam os analistas.

Eles também destacam o desempenho da antecipação de recebíveis, que veio melhor do que esperavam em função da manutenção no patamar dos spreads das operações.

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Perspectivas

Com a melhora dos resultados e a retomada do consumo, os analistas acreditam em boas perspectivas para a empresa. “Nossa tese de investimentos para a indústria de cartões de pagamento está baseada nas perspectivas de aumento do consumo privado brasileiro e, paralelamente, no potencial de aumento da penetração dos cartões de pagamento”, fala a equipe de research do Banco do Brasil.

O banco comenta que o processo de bancarização e as especificidades do modelo de negócios brasileiro devem compensar os riscos relacionados à legislação a ao aumento da competição. “Como mencionamos anteriormente, as questões regulatórias têm sido o principal componente de volatilidade para as ações das adquirentes no Brasil. Mas o ambiente regulatório ficou mais favorável às adquirentes do que era, por exemplo, nos últimos meses”, explicam.

Além disso, o time de analistas fala que ao contrário do que ocorre com a Redecard, a VisaNet tem espaço à frente para melhora na eficiência operacional.