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SÃO PAULO – Após o resultado divulgado pela Redecard (RDCD3) no fechamento dos negócios da última quinta-feira (23) ter superado a média das expectativas do mercado, equipes de análise avaliaram o balanço reportado pela companhia.
O resultado do segundo trimestre da financeira apontou um lucro líquido de R$ 343,3 milhões, crescimento de 34% em relação ao mesmo período de 2008. A receita operacional líquida atingiu R$ 740,3 milhões nesses três meses, 23,2% maior do que o número do ano passado. Por fim, o Ebitda (geração operacional de caixa) ficou em R$ 533,33 milhões, avanço de 31% nas mesmas bases comparativas.
De acordo com a Link Investimentos, o lucro, que veio 14,5% acima das suas expectativas, foi fruto da elevada receita de pré-pagamento, que manteve o patamar próximo de R$ 5,3 bilhões, representando 22% das transações de crédito. “Esse volume nos surpreendeu positivamente, uma vez que esperávamos que, com a ligeira retomada do crédito, representasse cerca de 21% do total das transações de crédito, totalizando R$ 4,8 bilhões”, explicam os analistas da corretora.
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Ainda no setor de pré-pagamento, a Ativa Corretora tem perspectivas otimistas de resultados futuros. “Acreditamos que a atividade em questão deva continuar atrativa para as varejistas, em meio a um fraco cenário de crédito, principalmente para o segmento de pessoa jurídica, e diante do aumento da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para os bancos no ano passado”, prevê.
Resultado positivo = alta da ROL + redução de custos
A Ativa, cujas projeções mostraram-se alinhadas aos números reportados pela Redecard, também destaca que esse lucro foi resultado da combinação do crescimento da ROL (receita operacional líquida) e da desaceleração tanto do aumento dos custos totais dos serviços prestados quanto das despesas operacionais, “obtida por meio de mudanças nos preços, de negociação de preços com fornecedores e de ganhos de escala”, conclui.
Os especialistas da Link justificam com essas reduções nos custos o surpreendente Ebitda reportado pela companhia, que superou em 11% suas perspectivas. “A empresa conseguiu reduzir mais do que esperávamos esses custos, o que também contribuiu para o avanço de um ponto percentual na margem Ebitda (relação percentual entre a geração operacional de caixa e a receita líquida)”.
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“Consideramos positivo que a empresa tenha conseguido manter o acelerado ritmo de crescimento no segundo trimestre, o que confirma nossa visão de que o ‘business’ da Redecard possui características mais resistentes à desaceleração da atividade que o restante da economia”, conclui a Ativa.
Fatores externos preocupam analistas
Apesar do desempenho trimestral ter agradado, as expectativas em relação aos próximos meses ainda preocupam os analistas, devido à intenção do governo de implementar um marco regulatório para a indústria de cartões.
A Ativa diz que está acompanhando a evolução das tratativas a este respeito, recomendando “cautela para as ações do setor, pelo menos até o dia 30 de setembro deste ano, data limite para o encaminhamento das propostas de regulamentação ao governo”. A corretora, que irá revisar o valuation da Redecard, divulgará em breve novo preço-alvo e recomendação.
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Já a Link Investimentos afirma que, apesar do forte resultado reportado nestes três meses e do preço-alvo previsto de R$ 33,20 – upside de 20% frente ao fechamento desta sexta-feira (24) -, eles mantêm sua recomendação neutra para os ativos da companhia, “preocupados com o risco regulatório do setor no curto e médio prazo”.