Remessas de brasileiros no exterior vêm principalmente de EUA e Japão

O país norte-americano é responsável por 42% das remessas, e o asíático, por 34%. Em 2007, Brasil recebeu US$ 7 bi

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SÃO PAULO – Os brasileiros que vivem nos Estados Unidos e no Japão são os que mais enviam dinheiro ao país. Segundo o representante do Brasil no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)/Fumin (Fundo Multilateral de Investimentos) Luciano Schweizer, o país norte-americano é responsável por 42% das remessas, e o asiático, por 34%.

Em uma apresentação no IV Congresso sobre Movimento Dekassegui, o representante também revelou que os dekasseguis brasileiros apresentam um nível escolar mais alto do que os provenientes de outros países: cerca de 44% deles possuem o Ensino Médio completo.

Ganhos e gastos

Schweizer também informou que 45% deles ficam menos de cinco anos no Japão, e entre 90% e 95% possuem conta bancária no Brasil. “Em seu primeiro emprego, esses jovens ganham um salário muito maior do que aquele que conseguiriam em seu país de origem. Trabalhar fora ainda é um grande atrativo para que as pessoas deixem o seu país”, afirma.

Segundo ele, 55% dos dekasseguis ganham entre US$ 3 mil e US$ 3,5 mil, sendo que 46% do que recebem são destinados para as despesas diárias, 13%, para educação, e 9%, para a poupança.

O palestrante destacou o papel que as remessas de recursos representam para as economias das nações beneficiadas. No ano passado, o Brasil foi o segundo país da América Latina a receber mais remessas do exterior, com um total de mais de US$ 7 bilhões.

Dados do BID apontam que, durante o ano de 2007, estrangeiros enviaram para seus países de origem mais de US$ 300 bilhões, sendo que US$ 66,5 bilhões tinham como destino a América Latina e o Caribe. “O valor supera o que chega à região como cooperação técnica e financeira de países desenvolvidos”, afirma.

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O Congresso

O IV Congresso sobre o Movimento Dekassegui começou na última quinta-feira (17), no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, e terminou no domingo (20). No evento, foram realizadas uma série de palestras aos descendentes de japoneses que retornaram da ilha asiática ou ainda pensam em ir.

A abertura do evento contou com a participação de representantes do Sebrae Nacional, Sebrae em São Paulo, BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Fumim (Fundo Multilateral de Investimentos) e de entidades representativas da comunidade nipo-brasileira.