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SÃO PAULO – O nível da inadimplência dos consumidores no terceiro mês do ano chegou a 12,7% em março, recuando 1,2 ponto percentual na relação com igual mês em 2004 (14,2%), e mantendo relativa estabilidade sobre o mês de fevereiro, ao subir apenas 0,3 ponto percentual.
Débitos em atraso voltam a subir, mas pouco
De acordo com o relatório de política monetária do Banco Central, divulgado nesta quarta-feira (27), a pequena elevação das dívidas dos consumidores acontece depois de as taxas de janeiro e fevereiro terem sido mantidas em 12,4%, ou seja, com variação zero no período.
Convém destacar que a inadimplência nesta época do ano é considerada sazonal, já que reflete o elevado endividamento dos consumidores nas compras de final de ano, principalmente com o Natal, além dos gastos extraordinários concentrados no início do ano, como impostos e despesas escolares.
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No que se refere ao tempo em que as dívidas estavam em atraso, 6,8% dos créditos estavam em aberto há um período de 15 a 90 dias. O restante (5,9%) estava atrasado em mais de 90 dias. Há um ano a situação era equiparada: 7% das contas estavam com atraso entre 15 e 90 dias, e 6,9% há mais de 90 dias.
Dívida retrai no cheque especial; mas é maior nos CDCs
Em termos de magnitude da taxa, a maior queda da inadimplência foi notada no cheque especial, com recuo de 2,9 pontos percentuais sobre março do ano passado, resultado da queda de 2,5 ppt das dívidas com mais de 90 dias. Assim, a taxa de inadimplência na modalidade de crédito ficou em 7,3%.
Ainda de acordo com o relatório do BC, entre as várias modalidades de empréstimos aos consumidores, a maior taxa de inadimplência fica com as operações de aquisição de bens, que excluem as compras de automóveis, basicamente, os CDCs (Crédito Direto ao Consumidor): 17,5% contra os 18,9% de março de 2004.
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Por último, nas compras de veículos a inadimplência também cedeu de forma bastante significativa (-2,4 ppt), passando de 10,7% para 8,3%. Outra queda substancial ocorreu no crédito pessoal, cuja taxa caiu de 13,2%, em março de 2004, para 11,4% no mês passado.