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SÃO PAULO – A regulamentação do mercado de cartões deve ser cada vez maior, afirmou o presidente da Credicard, Leonel Andrade.
“Nós todos temos culpa, porque em um mercado tão crescente, pecamos pela qualidade. Quando você não faz algo, alguém vem e faz no seu lugar”, afirmou a uma plateia do setor, que participou do 2º Fórum CardMonitor de Inteligência do Mercado, realizado nesta quinta-feira (25) em São Paulo.
De acordo com ele, o mercado cresceu muito rápido, a cerca de 20% ao ano nos últimos anos – e deve dobrar nos próximos cinco anos -, mas deixou de lado o cuidado ao cliente, o que gerou abusos ao consumidor.
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Novas regras
Em referência às novas regras lançadas para o setor nesta quinta – que incluem padronização de tarifas e determinação do valor mínimo a ser pago na fatura -, ele disse que elas são positivas porque trazem mais clareza, o que é bom para todos os players.
A padronização das tarifas, de acordo com ele, torna as regras mais claras para o consumidor, inclusive os novos entrantes, enquanto atrai mais investidores para o mercado.
Sobre o pagamento mínimo de 15% do valor da fatura, a partir de junho, e de 20%, a partir de dezembro, que diz respeito ao crédito rotativo, ele disse que é positivo porque esse tipo de crédito não deve ser incentivado.
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“O crédito rotativo é um crédito de emergência. Todos os emissores fazem oferta de crédito de longo prazo tendo taxa compatível com o planejamento financeiro do cliente”, explicou, citando o CDC – crédito direto ao consumidor.