Registros de inadimplência recuam 2,1% em setembro

De janeiro a setembro, o índice apresentou queda de 0,5%, ante o mesmo período de 2012

Publicidade

SÃO PAULO – Os novos registros de inadimplência recuaram 2,1% em setembro, na comparação com agosto, informou a Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras. De janeiro a setembro, o índice apresentou queda de 0,5%, ante o mesmo período de 2012. Já na comparação com os últimos 12 meses, o indicador não apresentou variação.

De acordo com a Boa Vista Serviços, ao longo do primeiro semestre do ano, os registros de inadimplentes mantiveram uma tendência de queda iniciada no final de 2012. “Entretanto, os resultados ao longo do segundo semestre de 2013 apontam para uma desaceleração dessa tendência. Isso pode ser justificado pelo arrefecimento dos impactos das melhores condições de crédito na economia brasileira e do mercado de trabalho”, acrescentou a administradora.

A estimativa é de que em 2013 o indicador apresente números levemente inferiores aos de 2012. O valor médio das dívidas incluídas em setembro foi de R$1.219, ou cerca de 1,9% menor que o registrado em agosto.

Regiões
Os indicadores de todas as regiões tiveram retração nos novos registros de inadimplentes. As maiores variações no período foram registradas no Centro-Oeste, Sudeste e Sul com, respectivos, -3,1%, -2,6% e -2,5%.

Ao confrontar o acumulado dos últimos 12 meses ao período antecedente, as regiões com maiores reduções foram o Sudeste (-1,9%) e Sul (-0,4%). Já o Nordeste e o Norte apresentaram as maiores elevações, com 5,1% e 3,7%, cada.

Continua depois da publicidade

Varejo
Quando considerado apenas o setor de varejo, o indicador de abrangência nacional de setembro apresentou retração de 1,7% contra agosto, retirados os efeitos sazonais. No acumulado em 12 meses o resultado ainda é de uma expansão de 1,2% em relação aos 12 meses anteriores, impulsionado principalmente pelas regiões Sudeste (2,3%) e Sul (1,9%).