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SÃO PAULO – O número de queixas contra os bancos caiu 31,3% em setembro, na comparação agosto deste ano, de acordo com dados do ranking de instituições mais reclamadas, divulgado pelo Banco Central.
No mês passado, foram 964 casos, considerando todas as instituições financeiras com mais de um milhão de clientes, contra 1.404 registrados no mês anterior.
Frente a setembro de 2010, o número de reclamações contra bancos mostrou alta. Ainda considerando aqueles com mais de um milhão de clientes, as queixas contra as instituições bancárias aumentaram 23,9%, já que naquele mês o total de reclamações somou 778 queixas.
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Itaú assume o topo do ranking
No mês de setembro deste ano, o Itaú assumiu a liderança do ranking das cinco instituições financeiras com mais de um milhão de clientes mais reclamadas. O banco registrou índice de queixas de 0,87 a cada 100 mil pessoas. Na sequência, vieram o Santander, Banco do Brasil, HSBC e Bradesco.
Na tabela abaixo, é possível verificar o índice de reclamações de setembro de 2010, agosto e setembro deste ano, para os cinco primeiros colocados, bem como a principal reclamação:
| Instituição |
Índice |
Índice |
Índice Setembro 2011 |
Principal reclamação em Setembro de 2011 |
| Itaú | 0,77 | 0,93 |
0,87 |
Conta – Débitos não autorizados (19,9%) |
| Santander | 0,22 | 2,46 | 0,84 | Conta – Débitos não autorizados (17,1%) |
| Banco do Brasil | 0,83 | 0,98 | 0,79 | Tarifa – Cobrança irregular de serviços não contratados (61,2%) |
| HSBC | 0,25 | – | 0,7 | Tarifa – Cobrança irregular de serviços não contratados (15,2%) |
| Bradesco | 0,75 | 0,52 | 0,45 |
Conta – Débitos não autorizados (20,4%) |
BC tem autoridade para punir
O Banco Central do Brasil tem autoridade para punir as instituições financeiras por qualquer descumprimento de normas emanadas da autoridade monetária, inclusive as que dizem respeito ao atendimento ao cliente bancário.
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As punições previstas em lei não se limitam à abertura de Processo Administrativo, passando pela advertência e multa, podendo chegar, inclusive, à penalidade máxima de inabilitação para trabalhar no mercado financeiro.