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Faltando poucas horas para o encerramento do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, a Receita Federal anunciou uma das maiores acelerações já registradas no pagamento de restituições aos contribuintes. Segundo o órgão, cerca de 80% de todas as restituições previstas para este ano deverão ser pagas já nos dois primeiros lotes, percentual significativamente superior aos 57% registrados no mesmo período de 2025.
Durante coletiva realizada nesta sexta-feira (26), último dia para envio da declaração, representantes da Receita Federal e do Serpro destacaram os avanços tecnológicos implementados na campanha deste ano e afirmaram que a expectativa é concluir o pagamento de praticamente todas as restituições até agosto. As informações foram apresentadas pelo secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, pelo supervisor nacional do Imposto de Renda, José Carlos Fonseca, e por dirigentes do Serpro.
Leia também: Imposto de Renda: o que acontece se não entregar a declaração?
O primeiro lote, pago nesta sexta-feira, já estabeleceu um recorde histórico. Foram liberados R$ 16 bilhões para aproximadamente 8,7 milhões de contribuintes, o maior valor já devolvido em uma única rodada de restituição do Imposto de Renda. Segundo a Receita, cerca de 40% dos declarantes previstos para este ano já foram contemplados logo no primeiro pagamento.
“Estamos devolvendo os recursos com mais rapidez, previsibilidade e eficiência”, afirmou José Carlos Fonseca durante a apresentação do balanço final da campanha.
Pix e pré-preenchida aceleram fila
A Receita atribui a maior velocidade dos pagamentos principalmente ao avanço da declaração pré-preenchida e ao uso da chave Pix vinculada ao CPF. Dos contribuintes contemplados no primeiro lote, cerca de 3,7 milhões pertenciam aos grupos com prioridade legal, como idosos e pessoas com deficiência. Outros 4,9 milhões foram beneficiados por utilizarem simultaneamente a declaração pré-preenchida e a restituição via Pix.
Segundo Barreirinhas, a Receita se aproxima cada vez mais de um modelo em que o contribuinte apenas confere as informações previamente reunidas pelo Fisco. Neste ano, a expectativa de adesão à declaração pré-preenchida era de 60%. Até o encerramento do prazo, o índice praticamente alcançou a meta, chegando a 59,8%.

Cashback para quem nem declarou
Outra novidade anunciada pela Receita é a criação de uma espécie de “cashback tributário” para contribuintes que têm direito à restituição, mas não eram obrigados a apresentar declaração. A medida beneficiará pessoas que possuem até R$ 1 mil a receber referentes ao exercício de 2025, desde que tenham CPF regular e chave Pix cadastrada.
Nesse caso, a própria Receita irá gerar automaticamente a declaração para o contribuinte, permitindo o processamento da restituição sem necessidade de preenchimento manual. A expectativa inicial é alcançar cerca de 4 milhões de pessoas. As declarações automáticas começarão a ser geradas a partir de 15 de junho. A consulta será liberada em 8 de julho e o crédito está previsto para 15 de julho.
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“Tem muita gente que nunca declarou Imposto de Renda na vida e tem valores a receber. É uma medida de justiça fiscal”, afirmou José Carlos Fonseca.
Leia Mais: Consulta ao 1º lote de restituição do Imposto de Renda 2026 aberta: como consultar
44 milhões de declarações
A Receita encerra a temporada de 2026 dentro das expectativas traçadas no início do ano. A previsão oficial era receber cerca de 44 milhões de declarações. Até a tarde desta sexta-feira, o número já superava a casa dos 42,5 milhões de envios.
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O secretário Robinson Barreirinhas classificou a campanha como um sucesso, apesar das mudanças promovidas pela substituição definitiva da Dirf pelos dados do eSocial. Segundo ele, a integração permitiu ampliar significativamente o volume de informações disponíveis na declaração pré-preenchida, além de melhorar a qualidade dos dados enviados pelas empresas.
“O eSocial sai mais forte deste processo. Muitas empresas corrigiram informações que vinham sendo prestadas de forma inadequada desde 2022”, afirmou.
Malha fina
Apesar dos problemas registrados no início da temporada por divergências em informações do eSocial, a Receita informou que os índices de retenção em malha fina retornaram aos patamares considerados normais. No começo da campanha, cerca de 10,78% das declarações apresentavam algum tipo de retenção. Com as correções promovidas pelas empresas, o percentual caiu para 4,97%, praticamente o mesmo nível observado nos anos anteriores.
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A orientação para quem ainda não recebeu restituição é acompanhar os próximos lotes e verificar possíveis pendências diretamente pelo aplicativo da Receita Federal ou pelo portal Gov.br. Segundo o Fisco, muitos contribuintes que aparecem temporariamente na malha fina poderão ser liberados automaticamente à medida que as empresas continuarem corrigindo as informações enviadas ao eSocial.
Fique atento
– 1º lote: pago em 29 de maio
– 80% das restituições devem ser quitadas até o 2º lote, em final de junho
– Receita prevê concluir praticamente todos os pagamentos até agosto
– Consulta do cashback tributário: 8 de julho
– Pagamento do cashback: 15 de julho
– Valor máximo do cashback: R$ 1 mil
– Público potencial: cerca de 4 milhões de contribuintes