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SÃO PAULO – Após uma manhã positiva, os principais mercados globais amargam perdas na tarde desta sexta-feira (28), com o movimento de realização de lucros quase anulando o efeito de bons indicadores e resultados corporativos acima das projeções.
Em meio a preocupações em Wall Street de que o recente rali das bolsas possa estar chegando ao fim, o Ibovespa operava há pouco com desvalorização de 0,18%, a 57.599 pontos. Nos EUA, o índice Nasdaq consegue se manter no campo positivo.
Pressionando as cotações do principal índice da bolsa paulista, as ações da Petrobras operam com baixas superiores a 1%, ainda refletindo o mal-estar causado pelos rumores de que o governo pretende injetar até R$ 100 bilhões na empresa, através de uma oferta pública de aumento de capital.
Por outro lado, ajudando a conter a queda do Ibovespa, a Vale traz boas referências à sessão. A mineradora chama a atenção com a elevação da recomendação do Santander de manutenção para compra, com o preço-alvo para 2010 de R$ 50,00. A Vale ainda aparece em destaque devido às notícias de que planeja retomar a construção da CSU (Companhia Siderúrgica de Ubu), no Espírito Santo.
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Noticiário corporativo
Entre os destaques do cenário corporativo, investidores residentes nos EUA poderão negociar contratos futuros da BM&F Bovespa baseados na família do Índice Bovespa. A permissão do órgão regulador do mercado de derivativos norte-americano foi comunicada na véspera por Edemir Pinto, diretor presidente da bolsa brasileira.
Segundo declaração de Robert Benmosche – CEO (Chief Executive Officer) da AIG – ao Wall Street Journal, a seguradora deverá esperar uns três anos para vender suas unidades de seguros de vida American International Assurance e American Life Insurance. Como resposta, os papéis da instituição financeira avançam mais de 5%.
Entre os resultados, o Carrefour, segundo maior grupo varejista do mundo, registrou prejuízo líquido de € 58 milhões no primeiro semestre do ano, muito abaixo do lucro líquido de € 744 milhões de um ano antes – mas mesmo com o prejuízo, o desempenho foi melhor do que o esperado. Os números da L’Oreal também vieram acima das expectativas.
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O resultado operacional da Dell também veio melhor do que as projeções, marcando lucro líquido de US$ 472 milhões no segundo trimestre. O valor, 23% abaixo do lucro registrado no mesmo período do ano passado, ajuda as ações da empresa a avançarem em Wall Street. Ainda no setor de tecnologia, a Intel, maior fabricante de chips do mundo, elevou seu guidance de receita para o terceiro trimestre, prevendo que relatará US$ 9 bilhões – impulsionando os papéis da companhia na sessão.
Por fim, a varejista J.Crew revelou lucro líquido de US$ 18,6 milhões no segundo trimestre, 2,7% acima do montante visto no mesmo período do ano passado. Inseridas no cenário, as ações da companhia avançam 7,5% no pregão.
Agenda
Nos Estados Unidos, a confiança do consumidor é o foco dos indicadores. A revisão do indicador Michigan Sentiment subiu para 65,7 pontos, acima das expectativas de 64,0 pontos. No país também foram divulgados o núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures), com variação positiva de 0,1% em julho, e os dados de renda e gastos do consumidor, que ficaram em linha com as projeções.
Por aqui, destaque para o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), que aponta a variação dos preços operados na economia nacional durante o mês de agosto. O índice apontou deflação de 0,36%, após apontar variação negativa de 0,43% no acumulado de julho. Segundo os números do relatório Focus do Banco Central, o mercado previa variação de -0,37% para o resultado mensal.
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A confiança do consumidor na Zona do Euro subiu para 80,6 pontos em agosto e atingiu o patamar mais alto desde outubro último. Já a revisão do PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido revelou recuo de 0,7% no segundo trimestre do ano, menos do que o esperado pelo mercado, e abaixo do 0,8% marcado pelos dados preliminares.
Destaques do Ibovespa
Os ativos do Pão de Açúcar e Embraer encabeçam as desvalorizações no pregão. Os papéis da Eletrobrás também estão entre as maiores perdas da tarde, depois da nota divulgada pela empresa na qual afirma que “as negociações com os acionistas majoritários, visando equacionar a quitação da mesma (dividendos), estão evoluindo”, sem precisar data da resolução.
Por outro lado, as ações da Cosan lideram isoladas os ganhos do dia, com alta de mais de 5% na sessão.
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Entre os destaques de queda estão os papéis
Pao de Açucar PNA (PCAR5, -2,09%),
Embraer ON (EMBR3, -2,02%),
Eletrobras ON (ELET3, -1,91%),
Rossi Resid ON (RSID3, -1,80%) e Brasil T Par PN (BRTP4, -1,71%).
Por outro lado, as ações
Cosan ON (CSAN3, +5,12%),
Braskem PNA (BRKM5, +2,62%),
Cesp PNB (CESP6, +2,20%),
TIM Part PN (TCSL4, +2,02%) e Natura ON (NATU3, +1,79%).
encerraram a manhã em alta.
Os maiores volumes ficaram com
Petrobras PN (PETR4, R$ 517,19 milhões), Vale PNA (VALE5, R$ 329,02 milhões), Vale ON (VALE3, R$ 102,40 milhões), BMFBovespa ON (BVMF3, R$ 98,54 milhões) e Bradesco PN (BBDC4, R$ 97,56 milhões).
Dólar
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Dando continuidade ao observado no começo do dia, o dólar comercial opera com ganhos de 0,21%, sendo negociado próximo a R$ 1,869. Caso a trajetória seja confirmada até o fechamento, esta será a quinta alta consecutiva da divisa.