Reajustes do mínimo não devem causar “desarranjo” nas contas da previdência

Ministro do Planejamento afirma que as despesas vinculadas ao minimo representam metade dos gastos da Previdência

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SÃO PAULO – O aumento do salário mínimo previsto pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não vai causar “desarranjo” nas contas da previdência.

De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, as despesas vinculadas ao
mínimo representam metade dos gastos da previdência.

Bernardo afirma que os gastos da Previdência devem crescer menos que o Produto Interno Bruto (PIB), diferente do que tem acontecido nos últimos anos.

PAC

Pela política, o mínimo, entre os anos de 2008 e 2011, será reajustado conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE), acrescido da taxa de crescimento do PIB de dois anos antes.

Carga tributária

Segundo a Agência Brasil, o ministro criticou a Proposta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de cortar 5,5% do PIB nos gastos correntes do governo. “Isso é uma grande confusão. Se olharmos o Orçamento, por exemplo, deste ano e tirarmos todas as despesas obrigatórias, sobram R$ 90 bilhões. E falar em cortar 5,5% é cortar 110 bilhões. É quase nossa despesa com o pessoal”.

O ministro também explica que para baixar a carga tributária é preciso cortar gastos ou pelo menos contê-los. Para isso é preciso que sejam aprovadas as medidas do PAC na área fiscal.

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Audiência pública

Bernardo participou de audiência pública que contou com a participação também das comissões de assuntos Econômicos e de Serviços e Infra-Estrutura, do senado. Também participam os ministros da fazenda Guido Mantega, e da Casa Civil, Dilma Rousseff.