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Ramo vida desbanca autos e leva mercado de seguros à expansão em 2003

Dados da Fenaseg mostram que, entre janeiro e novembro do ano passado, vida respondeu por 30,5% das vendas do mercado

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SÃO PAULO – Como já era de se esperar, quando o assunto é mercado de seguros, o ramo autos perdeu o primeiro lugar no faturamento do setor para o ramo vida no ano passado, como mostram os dados divulgados pela Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização), confirmando uma tendência que vinha sendo mostrada desde o primeiro semestre.

Neste sentido, os dados da Fenaseg mostram que o mercado de seguros como um todo, o que inclui, além dos seguros propriamente ditos, o ramo saúde, a previdência privada aberta e as empresas de capitalização, acumulou entre janeiro e novembro de 2003 um faturamento da ordem de R$ 45,5 bilhões, crescimento de 20,1% frente ao que foi registrado no mesmo período de 2002.

Segmento seguros cresce 22,3% frente a 2002

Considerando-se que os planos de previdência complementar arrecadaram R$ 6,8 bilhões entre janeiro e novembro de 2003 e que as empresas de capitalização faturaram R$ 5,4 bilhões em igual período, somente o segmento de seguros teve uma arrecadação da ordem de R$ 33,3 bilhões, o que representa uma expansão de 22,3% frente à arrecadação de R$ 27,3 bilhões do ano anterior.

Dentro desta categoria, o destaque ficou com o ramo vida, que desbancou, como dito anteriormente, o ramo autos em termos de arrecadação. Neste sentido, nos primeiros onze meses do ano passado, o ramo vida foi responsável por uma arrecadação da ordem de R$ 10,1 bilhões, bem acima do montante de R$ 7,2 bilhões arrecadado em todo o ano de 2002, conforme os dados da Fenaseg.

Ramo vida eleva participação no mercado

Dessa maneira, o ramo vida elevou sua participação no mercado de seguros de 23,76% em 2002 para 30,51% entre janeiro e novembro do ano passado, impulsionado, basicamente, pelas maiores vendas de VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre) no período. Enquanto isso, a participação do ramo autos caiu de 27,16% em 2002 para 23,91% nos primeiros onze meses do ano passado.

Com relação ao seguro de saúde, a participação no mercado também registrou ligeira queda ao longo do ano passado, passando, assim, de 20,98% em 2002 para 18,48% entre janeiro e novembro do ano passado. Percebe-se, assim, que os brasileiros ficaram, em geral, mais precavidos com seu futuro ao longo de 2003, especialmente com a Reforma da Previdência, que ampliou bastante a compra de VGBLs e inflou o mercado de seguros, levando o ramo vida a ocupar o topo em termos de arrecadação.

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