Raia entra com pedido de IPO na CVM, prevendo novos investimentos em lojas

Empresa pretende distribuir ações em colocação primária e secundária; coordenador líder será o Banco Itaú BBA

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SÃO PAULO – A Raia entrou com pedido de análise de oferta primária e secundária de ações ordinárias junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), prevendo a colocação de papéis no Novo Mercado da BM&F Bovespa.

A empresa pretende realizar o IPO (Initial Public Offering) no Brasil, contando com esforços de colocação no exterior exclusivamente junto a investidores institucionais qualificados. O coordenador líder será o Banco Itaú BBA, enquanto os bancos Credit Suisse e BB Banco de Investimento também atuarão como coordenadores.

De acordo com informações da minuta do prospecto preliminar da oferta, a empresa pretende utilizar os recursos líquidos provenientes da oferta primária para “realizar investimentos em ativos fixos e em capital de giro para abertura de novas lojas e reforma de lojas já existentes, bem como para redução de nosso endividamento de longo prazo junto a instituições financeiras”.

Já a oferta secundária terá como acionistas o GIF II Fundo de Investimento em Participações, Akka Fundo de Investimento em Participações, Urbis Fundo de Investimento em Participações e Pyxis Fundo de Investimento em Participações, além da família controladora.

Saiba mais sobre a Raia
A empresa apresenta-se como “uma das cinco maiores redes de drogarias do País em termos de receita e a terceira maior rede em número de lojas, de acordo com o ranking da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias, ou Abrafarma, relativo a 2009”. Entre 2007 e 2009, a Raia registrou um aumento de 38,7% na receita bruta e de 73,8% no Ebitda (geração operacional de caixa).

Ao final de setembro deste ano, a empresa detinha um total de 326 lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. “Pretendemos encerrar o exercício social de 2010 com aproximadamente 350 lojas em operação, o que representará um incremento de mais de 50 lojas somente neste ano”, informa a empresa no documento, ressaltando que a abertura de estabelecimentos deve continuar nos próximos anos, “pois acreditamos que o nosso número de lojas e a nossa participação em cada um destes mercados ainda estejam longe da saturação”.