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Qual é o perfil da mulher que investe em previdência privada no Brasil?

Elas começam a pensar em planos de previdência privada cada vez mais cedo e contribuem, em média, com R$ 178 mensais

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SÃO PAULO – Pensar em ter uma renda futura, com tranquilidade, vem sendo uma das principais preocupações das mulheres, que começam a pensar em previdência complementar cada vez mais cedo.

Na opinião do professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), Luiz Augusto Carneiro, o perfil da mulher brasileira que investe em previdência privada é de investidoras mais conservadoras, pertencentes às classes sociais A e B, na faixa etária entre 30 e 60 anos e com um nível educacional mais elevado.

“As mulheres tem uma preocupação maior em não deixar os filhos desemparados, em situações adversas. Além disso, elas também buscam, na previdência complementar, assegurar uma independência financeira futura, sem precisar recorrer ao cônjuge”

Mercado

Uma pesquisa realizada pela Brasilprev Seguros e Previdência constatou que, das 480 mil mulheres que possuem o plano de previdência da seguradora, 43,9% tem até 30 anos de idade.

De acordo com o diretor de produtos e mercado da Brasilprev, José Eduardo Vaz Guimarães, as mulheres estão se preocupando mais cedo quando o assunto é previdência do que os homens, uma vez que, a idade média deles é de 34 anos.

“As mulheres aumentam cada vez mais a sua participação no mercado de previdência. No ano passado elas representavam 24% da nossa carteira de investimento, hoje, o número subiu para 42,4%. Em 2012, a tendência é que elas cheguem a 50%”.

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Contribuições

O professor ressalta que quanto antes as mulheres começarem a investir em previdência privada, melhor.

“A mulher tem uma sobrevida maior que o homem, então para ela a previdência é mais importante.”

Quando questionado sobre as contribuições aos planos de previdência, Carneiro afirma que as mulheres fazem aplicações menores, pelo fato de que elas, de um modo geral, possuem salários menores em comparação aos homens.

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“A contribuição média das mulheres nos planos de previdência, segundo nosso levantamento, é de R$ 178 mensais; para os homens, as contribuições são de R$ 225. Quando o assunto é a alocação do investimento, apenas 24,3% das mulheres aplicam em renda variável, caracterizando um perfil conservador”, revela Guimarães.

VGBL x PGBL

O estudo também comprovou que 45% das mulheres preferem os planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

Quanto à forma de tributação, 35,1% das mulheres optam pela tabela regressiva do imposto de renda , contra 30,5% dos homens, o que reforça o conceito de que elas pensam mais no longo prazo.

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“As mulheres possuem o perfil previdente de economizar no presente para a concretização de um projeto de longo prazo”, finaliza Guimarães.