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Empresas de todos os tamanhos enfrentam riscos diários, como incêndios, roubos, vendavais ou até interrupções inesperadas de negócios. Mas nem sempre sabem por onde começar na hora de contratar seguros.
Boris Ber, presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo), afirma que as empresas precisam ter “todos os seguros, cada um para uma necessidade”.
“Não ter um seguro não é a pior coisa. A pior coisa é ter um seguro mal feito. Se você não fez seguro, pelo menos não gastou esse dinheiro. Agora, gastar e descobrir que não está coberto gera uma frustração muito maior. Por isso, a boa orientação profissional é essencial”, diz.
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Veja os seguros essenciais
Segundo Ber, é importante começar pelo básico: o seguro patrimonial, que protege o prédio, máquinas, móveis, utensílios e mercadorias contra danos como incêndio, roubo ou vendavais.
Em muitos casos, é lei para proprietários, cobrindo reconstrução pelo valor por metro quadrado e até perda de aluguel.
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A empresa também precisa avaliar se está em uma região sujeita a tempestades, vendavais, granizo, impacto de veículos ou até de aeronaves, dependendo da localização. Existem cláusulas acessórias que fazem toda a diferença para que a apólice seja realmente uma cobertura, diz Ber.
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Também é importante não se esquecer do lucro cessante, que arca com despesas que continuam existindo mesmo com imprevistos, como folha de pagamento e IPTU.
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Na perspectiva de Rafael Gama, diretor comercial da Austral Seguradora, o primeiro passo para toda empresa é a elaboração de um mapa de riscos, capaz de identificar onde a operação é mais sensível, quais eventos têm maior probabilidade de ocorrer e quais podem gerar impactos mais relevantes para o negócio.
“Não existe uma cobertura única que sirva para todas as empresas, mas sim soluções que precisam estar alinhadas à realidade de cada atividade”, afirma.
Gama também avalia que um seguro patrimonial é “indispensável para qualquer empresa”.
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“A responsabilidade civil também é uma cobertura essencial, pois protege a empresa contra eventuais danos causados a terceiros no exercício de suas atividades”, diz Gama.
Além disso, é importante considerar a proteção dos administradores, por meio do seguro D&O (Directors and Officers), que ampara decisões de gestão.
No caso de profissionais liberais, como advogados, médicos, contadores ou dentistas, o seguro de responsabilidade profissional, que cobre erros ou omissões no exercício da atividade.
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E para PMEs?
Seguros para pessoas deixam de ser “luxo” e viram necessidade básica.
“Hoje, contratar e formar um funcionário está cada vez mais difícil. Oferecer um seguro de vida ao colaborador já se tornou praticamente uma obrigação. Isso não vale apenas para PMEs, mas para qualquer empresa”, explica Ber.
Segundo o especialista, é importante priorizar:
- Seguro de vida em grupo: Ampara a família do colaborador em caso de morte ou invalidez, preservando a estabilidade emocional e financeira.
- Seguro odontológico: Custa pouco, atrai e retém talentos – um benefício simples com alto impacto no RH.
- Assistências extras: Inclua saúde mental e funeral para evitar desespero em momentos difíceis.
- Seguro viagem: Ideal para quem viaja a trabalho ou tem filiais pelo Brasil.
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Erros comuns que podem custar caro
Muitas empresas renovam apólices no automático, só olhando o preço. É como ir ao médico: ele pede exames para ver se algo mudou, segundo Ber. “No seguro é igual.”
“Todo ano é preciso parar, perder meia hora, uma hora ou até dois dias para revisar. Quando o seguro vai vencer, a empresa já deve pedir ao departamento de compras as informações de estoque e ao setor de manutenção a relação de equipamentos novos”, diz Ber.
Gama aponta o segundo erro mais comum: o “seguro errado”.
“Muitas empresas contratam ou renovam seguros sem revisar corretamente o mapa de riscos da operação, o que pode resultar em proteções desalinhadas com a realidade do negócio. Isso ocorre quando não se avalia quais riscos são mais prováveis, quais são mais severos e como eles impactam a operação”, afirma Fama.
Para ambos os especialistas, a solução é que a empresa deve ter internamente um profissional que conheça seguros e entenda profundamente os riscos da operação, como um gestor de riscos.
“A cláusula de depreciação é complicada, e o segurado sozinho não consegue avaliar corretamente. O corretor de seguros ajuda nesse processo”, diz Ber.
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Sua cobertura é suficiente?
Imagine que você quer saber se seu seguro aguenta um incêndio, um roubo ou uma parada forçada no negócio. Não dá para confiar só no “feeling”, é preciso checar.
Passo 1 – Prédio e estrutura: Cruze o custo de reconstrução por m² (referências de mercado) com a metragem do IPTU. Inclua perda de aluguel se for locador.
Passo 2 – Conteúdo e equipamentos: Consulte contabilidade (estoque novo), manutenção (máquinas) e compras (aquisições). Opte por “valor de novo” para evitar depreciação – o custo extra é baixo.
Passo 3 – Riscos extras: Cheque cláusulas para vendavais, granizo ou impacto de veículos.
Boris Ber, do Sincor-SP, alerta: chame um corretor para checar cláusulas extras. Ele pode comparar cotações, avalia franquias, ratings de seguradoras e coberturas reais
Rafael Gama, da Austral, recomenda ter um gestor de riscos interno (alguém da empresa que entenda o tema) ou um consultor externo. Eles podem analisar se você está bem protegido em relação ao mercado, ajustando limites e custos.
Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!