Protestos aumentam no primeiro trimestre de 2002

Aumento médio foi de 11,5% em relação ao mesmo período de 2001. Crescimento entre pessoas físicas foi bem maior (37,2%) do que o de empresas (2,7%)

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SÃO PAULO – Estudo realizado pela Serasa mostrou que o nível da inadimplência, medido com base no número de títulos protestados contras pessoas físicas e jurídicas, cresceu consideravelmente no primeiro trimestre deste ano (11,5%) em relação ao mesmo período no ano passado. O estudo está divido entre São Paulo e outros Estados.

São Paulo está fora do estudo

Como a pesquisa não inclui São Paulo, em razão de uma mudança na legislação que fez com que o número de protestos crescesse significativamente desde o ano passado, os números tornam-se apenas parciais, no entanto, o alto nível de inadimplência não pode deixar de ser notado.

A inadimplência cresceu mais entre as pessoas físicas, segmento onde o volume de protestos acumulado no primeiro trimestre foi 37,2% maior do que aquele registrado no mesmo período do ano passado. Por outro lado, as empresas parecem ter se precavido mais, visto que o aumento da inadimplência foi de apenas 2,7% no primeiro trimestre de 2002.

Por outro lado, em termos absolutos as empresas ainda respondem pela maior parte dos protestos. No acumulado de 2002 já foram protestados 1,2 milhão de títulos, dos quais a maior parte (68,7%) era de empresas com cerca de 838,10 mil títulos protestados, e o restante de pessoas físicas (31,3%), ou cerca de 381 mil protestos.

Inadimplência está longe do recorde

Se somarmos o estado de São Paulo ao estudo, o número total de protestos pode até dobrar. No primeiro trimestre de 2001 o total de registro a nível nacional foi de cerca de 1,5 milhão, no entanto, no mesmo período em 2002 este número já chega a 2,3 milhões de protestos, o que sugere um aumento de 51,5%.

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Embora o nível de inadimplência tenha apresentado um crescimento significativo nos primeiros três meses de 2002, ainda está longe de atingir os níveis registrados em 1995 e 1996. Na visão do Serasa, o aumento da inadimplência no primeiro trimestre do ano é normal, devido ao acúmulo de gastos no início do ano (impostos, escolas, etc.), assim como pagamento de dívidas contraídas no final do ano anterior.