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SÃO PAULO – Com o objetivo de aumentar o poder de compra do trabalhador, o Ministério do Trabalho e Emprego se uniu às centrais sindicais e confederações empresariais para elaborar um projeto de longo prazo de recuperação do salário mínimo.
Objetivo é apresentar o projeto ainda este ano
A proposta será agilizada para que o ministério e as centrais cheguem a um acordo sobre o novo mínimo antes do reajuste anual. Para tanto, a partir de outubro, uma série de debates entre as partes envolvidas irão acontecer, na tentativa de concluir os trabalhos até o final de novembro. A intenção é apresentar o projeto ao Congresso ainda este ano.
A organização que irá discutir o novo mínimo foi formada por inicativa do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, que apresentou, na última quarta-feira (15), sua proposta ao ministro Ricardo Berzoini.
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Para Marinho a organização do projeto deve apressar o trabalho de discussão. “Não podemos deixar para o ano que vem, senão vamos correr os mesmos riscos que corremos neste e em outros anos, quando o salário mínimo foi estabelecido com base nas sobras do Orçamento. Na verdade, ele tem que fazer parte das contas do próximo ano e, por isso, precisa ser votado junto com o Orçamento”.
Esta não é a primeira tentativa de negociação do presidente da CUT, pois ele já havia conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês de abril, sobre o projeto da Central, que reivindicava um mínimo de R$ 300 para este ano. A proposta pretendia regular o salário às reais necessidades do trabalhador no período de 20 anos, considerando o mínimo ideal de R$ 1.596,11.
Berzoini apóia proposta de recuperação
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, interessou-se pela proposta e acredita que o projeto tem potencial para garantir a recuperação do poder de compra do trabalhador. Para colaborar, ele prevê que o orçamento para 2005 estará mais favorável, por conta da arrecadação tanto da Previdência, como do próprio Governo.
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Berzoini está otimista e afirma que a estimativa de crescimento econômico para 2004, juntamente com a disponibilidade orçamentária, facilitará esse processo de recuperação do poder de compra. “A meta obviamente não será alcançada em 1 ano, mas em um conjunto de anos”, afirmou. As informações são da Agência Brasil.