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SÃO PAULO – Os estudantes devedores dispostos a acertarem suas contas no que se refere às parcelas do Crédito Educativo (Creduc) que estão em atraso poderão ter a chance de se livrarem da dívida caso o projeto de lei em tramitação na Casa Civil seja aprovado. A intenção do governo é encaminhar o texto ainda neste ano para o Congresso.
A proposta estabelece a renegociação dos débitos de cerca de 160 mil estudantes, dívida esta que já soma o montante de R$ 2 bilhões.
Fies substituiu Creduc, mas não definiu o acerto do débito
Para quem não sabe, o Fies substituiu o Creduc (Crédito Educacional), que enfrentou grandes problemas em relação à inadimplência dos estudantes.
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Embora o Fies tenha mantido a manutenção do financiamento aos alunos com contratos antigos, as regras a respeito da renegociação de débitos não foram estabelecidas.
De acordo com coordenador-geral do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), Antônio Leonel Cunha, o saldo devedor é muito grande, semelhante à situação dos mutuários da Caixa Econômica Federal.
Pela lei atual não há negociação do débito, ainda que o estudante esteja interessado em saldar a sua dívida. Por isto, a necessidade de se estabelecer um programa neste sentido como forma de recuperar estas perdas.
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O plano de renegociação ainda não foi elaborado, mas sabe-se, no entanto, que haverá descontos sobre o saldo devedor para quem quiser quitar o débito. Os percentuais de descontos deverão ser negociados caso a caso, conforme informou Cunha.