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SÃO PAULO – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou na última terça-feira (3) os resultados da primeira etapa do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar. A iniciativa avaliou o desempenho das operadoras de planos de saúde no Brasil com base em quatro critérios: atenção à saúde, estrutura e operação, equilíbrio econômico-financeiro e satisfação do beneficiário.
As empresas examinadas receberam uma pontuação total: o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS ), cuja escala varia entre 0 e 1 e servirá como parâmetro para os consumidores trocarem ou contratarem um plano de saúde.
Após a conclusão de todas as etapas do Programa de Qualificação, em 2006, o índice será divulgado semestralmente.
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Atenção à saúde é fator mais importante
Entre os critérios que foram avaliados pela ANS, a atenção à saúde é o que mais influencia no índice de desempenho, ficando responsável por 50% da nota.
Já o equilíbrio econômico-financeiro é o segundo fator mais relevante (30%), seguido dos itens estrutura e operação (10%) e satisfação do beneficiário (10%). Cada critério de avaliação contém 22 indicadores.
A escala diferente de pesos tem como objetivo focar a atenção das operadoras na boa assistência à saúde e melhorar a qualidade na prestação do serviço. Assim, a Agência espera mudar a forma como os planos trabalham, modificando o centro de atenção da doença para a manutenção da saúde do beneficiário. Para tal, a ANS pretende incentivar as empresas a se transformarem em gestoras de saúde, desenvolvendo ações para a prevenção a doenças junto a seus beneficiários.
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O mercado e a primeira pontuação
A análise geral mostrou que mais da metade das operadoras (57,29%) foram avaliadas com índice de desempenho de atenção à saúde igual a zero, e somente 15,8% das empresas alcançaram o valor máximo nesse quesito. A baixa pontuação, porém, se explica em 97% dos casos pela inconsistência dos dados informados à ANS. Somente 3% das empresas tiveram um desempenho comprovadamente ruim.
A ANS avaliou 1.607 operadoras do segmento médico-hospitalar e 618 do odontológico. Este total de 2.225 empresas atendia, em 2003, 38.045.691 pessoas. Os nomes das empresas não foram divulgados neste primeiro levantamento porque a primeira tabulação usou como base dados de 2003. Informações do setor referentes ao ano de 2004 serão utilizadas para o processamento da segunda etapa do Programa.
Dos planos médicos de saúde, 334 são de empresas de auto-gestão, 366 de cooperativas médicas, 113 de filantrópicas, 781 de medicina de grupo, e 13 de seguradoras. Já entre as assistências odontológicas, 446 são de grupo e 172 cooperativas.
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Planos divididos por porte, modalidade e segmento
Os resultados da primeira etapa do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar foram separados em três grupos: porte (pequeno, médio e grande), segmento de atuação (médico-hospitalar e exclusivamente odontológico) e modalidade. Este último critério abrange oito formas de organização existentes no mercado brasileiro: cooperativa médica, cooperativa odontológica, autogestão patrocinada e não patrocinada, medicina de grupo, filantropia, seguradora e odontologia de grupo.
Empresas com carteiras de até 9.999 mil beneficiários são consideradas de pequeno porte, enquanto aquelas com mais de 100 mil podem ser enquadradas como grandes.
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No segmento odontológico, empresas de pequeno porte empresas têm até 4.999 beneficiários; de médio porte contam com carteira de 5 mil a 19.999, e as grandes são as que possuem mais de 20 mil beneficiários.
Para consultar os resultados do levantamento e os indicadores utilizados consulte o site www.ans.gov.br.